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EXCLUSIVO: consumo de água na prefeitura de Haddad dispara

Em um dos prédios da prefeitura, a conta de chegou a subir 129% de um mês para o outro. Dados são públicos e acessíveis no site da Sabesp.

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A suspeita foi levantada em uma tímida nota no blog de Sonia Racy para o Estadão. Dizia ela que o prédio da prefeitura de São Paulo no Viaduto do Chá corre o risco de ser multado pela elevação em 21,34% no consumo de água (de 609 para 739 metros cúbicos de água). Mas o problema aparenta ser bem mais grave. Os dados são públicos e disponibilizados pelo próprio site da Sabesp. O imóvel da prefeitura paulistana localizado no número 56 da rua Dr. Falcão teve a sua conta elevada em 25,7% entre os meses de fevereiro e março de 2015. Mas o recorde ocorre no imóvel do número 200 do Parque do Anhangabaú. Lá, o crescimento do consumo representou uma elevação de nada menos que 129,4% para o mesmo período – subindo de R$ 1.162,60 para R$ 2.667,38.

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Essa não é a primeira vez que surgem suspeitas sobre a falta de colaboração da gestão Haddad para com a crise hídrica enfrentada pelo sudeste brasileiro. Segundo reportagem do mesmo Estadão, a prefeitura de São Paulo sob os cuidados do petista deixou de investir R$ 1,6 bilhões no Programa Mananciais para despoluir a represa Billings e Guarapiranga.

Obras em 64 ocupações, que iriam preservar e despoluir os maiores reservatórios dentro da região metropolitana, usados no abastecimento de 4,5 milhões de pessoas, estão paralisadas há quase três anos. (…) Dos R$ 2,62 bilhões reservados para esse fim entre 2012, 2013 e 2014 – último ano da gestão Gilberto Kassab (PSD) e os dois primeiros de Fernando Haddad (PT) –, a cidade gastou R$ 458 milhões, ou 18% do previsto. Levando em conta apenas a atual gestão, o orçamento era de R$ 1,961 bilhão entre 2013 e 2014. Mas o gasto foi de apenas R$ 313 milhões.

(grifos nossos)

Não à toa, apenas 20% dos paulistanos aprovam a gestão de Haddad, contra 44% que consideram sua gestão ruim ou péssima segundo dados da mais recente pesquisa do Datafolha. Foi também sob autorização do petista que liberou-se a construção de 3.860 moradias em área próxima à represa de Guarapiranga, o que pode comprometer a qualidade da água consumida em parte da grande São Paulo.

Esse decreto de 2010 alterado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) vai permitir a construção do conjunto Espanha, que deverá beneficiar cerca de 14 mil pessoas da região. O empreendimento custará R$ 379,8 milhões e será construído por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

(grifos nossos)

Recentemente, perfis governistas nas redes sociais passaram a denunciar um estouro de 13% no consumo de água da parte das instalações do governo do Estado de São Paulo. Em nota, a assessoria explicou que “o volume consumido foi de 1.139 m³, abaixo dos 1.462 m³ estabelecidos como meta pela SABESP“. Faltou ao time de militantes virtuais do PT verificar antes se o próprio partido era um bom exemplo no tema. Como diz o ditado, o tiro saiu pela culatra.

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