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EXCLUSIVO: Cuba manda enfermeiro para trabalhar como médico no Brasil

Informação foi passada a brasileiro por cubano que mora em Miami

Alexandre-Padilha

Alexandre Padilha, ministro da saúde e principal nome à frente do Mais Médicos

Ele é brasileiro e mora em Miami há 15 anos. Preocupado com a própria privacidade, aceitou ser chamado pelo pseudônimo de Carlos A Pompano. Saiu do Brasil, segundo suas próprias palavras, porque “a gente vê que não é um país sério, tudo passa batido, as leis não são cumpridas”. Músico, está atualmente parado por problemas de saúde, mas trabalhou bastante por lá, em festas na região e até navios. Esta semana entrou em contato com o Implicante e, em entrevista gravada, relatou um diálogo preocupante do qual participou.

– Você viu quantos médicos estão indo [ao Brasil]?
– Não só médico. Tão mandando enfermeiro no lugar de médico também.

Quem respondia ao questionamento era seu vizinho, um dos muitos cubanos fugidos da ilha e que estabeleceram moradia na Flórida. Faziam referência, claro, ao Mais Médicos, programa do governo brasileiro que vem contratando médicos estrangeiros para trabalhar no interior do país, a maioria deles de Cuba.

Mesmo em se tratando de um cidadão que vive nos Estados Unidos, por uma questão de segurança, uma vez que estamos lidando com uma ditadura que persegue em suas fronteiras famílias daqueles que estão fora delas, resolvemos preservar seu nome. Mas Carlos deu mais detalhes sobre o amigo:

“Ele já está aqui há muito tempo. O cunhado dele é enfermeiro. Ele mesmo falou que o sujeito não sabia nem ajudar. Entende um pouquinho de enfermaria. E foi mandado ao Brasil como médico.” 

O próprio cubano comentou-lhe que achava aquilo um absurdo:

“Ele falou que estava surpreso porque era uma pessoa que não tinha gabarito nem para ser enfermeiro e estava indo como médico”, relatou Carlos.

E ainda lembrou que os médicos em Cuba recebem uma média de cem dólares, algo bem abaixo dos dez mil reais que o governo brasileiro vem pagando aos líderes comunistas, que ficam com a diferença.

“Se eles ainda fossem pagar tudo o que a Dilma está pondo? Mas está na mão do Castro”, segundo relatos do brasileiro.

Trata-se de uma denúncia gravíssima que independe de ideologia ou ainda de se estar a favor ou contra o programa: brasileiros, na sua imensa maioria humildes, estão correndo o risco de serem atendidos por caríssimos charlatões enviados ao Brasil por uma ditadura. Essa desconfiança poderia ser facilmente evitada se o governo atendesse aos apelos da comunidade médica que pede pela aplicação do Revalida, exame que impediria a atuação de médicos despreparados no país. Entre o risco de ter-se profissionais estrangeiros concorrendo com os nacionais no mercado após a aprovação no teste (ao menos é essa a desculpa oficial), e o risco de um cidadão ser atendido por um enfermeiro que se diz médico, é de bom tom acreditar que o melhor para a nação, e até mesmo para o mercado, seja a aplicação da avaliação.

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