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Fatiamento da votação é uma “meia pizza” para Dilma e para o PT. Entenda.

Votar, separadamente, impeachment e perda de direitos é algo que só tende a beneficiar a presidente afastada e seu partido.

Como todos sabemos, e especialmente a esta altura dos acontecimentos, o impeachment de Dilma Rousseff deixou de ser uma circunstância jurídica para ser 100% política. Desse modo, vale uma guerra de narrativas. Há documentários sendo elaborados, professores partidarizados já se preparam para mudar a leitura dos fatos e mesmo alguns articulistas da grande imprensa, de quando em vez, atuam para fazer passar a versão do PT.

Desse modo, certamente receberam com aplausos – ou até rojões – o fatiamento da votação, hoje, no Senado Federal.

Isso porque o provável é que consigam alguma diferença de votos (nem todo mundo que é a favor do impeachment também o é quanto aos direitos políticos de Dilma). E, assim, lançarão “dúvidas” sobre todo o processo, alegando que a diferença de votos provará a “polêmica” e assim por diante.

A tragédia desse fatiamento é tão grande que, MESMO PERDENDO NAS DUAS VOTAÇÕES, eles ainda assim usarão qualquer posição diferente para alegar que o TODO estaria errado.

Uma falácia, sem dúvida. Um sofisma entre tantos outros. Mas é assim que funciona. E a decisão desastrada, sob tutela de Ricardo Lewandowski, terá esse resultado.

ps – para se entender a BIZARRICE de tal fatiamento, imaginem que ela GANHE o do impeachment e PERCA o outro: voltaria a governar SEM TER direitos políticos? A mera hipótese é paradoxal a ponto de se concluir, por óbvio, que são decisões que não se separam.

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