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Fatos sobre a gestão Dilma: desigualdade e analfabetismo sobem, emprego e reforma agrária caem

Números não faltam, mas convenientemente são ignorados pelo governo. E lamentavelmente pouco explorados pela oposição.

dilma comemora

Embora o Partido dos Trabalhadores goste de alardear que suas gestões contribuíram para diminuir a desigualdade social, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada está prestes a divulgar um estudo inédito no qual revela que, entre 2006 e 2012, a concentração de renda aumentou no Brasil.

Dados do Imposto de Renda dos brasileiros coletados por pesquisadores do Instituto mostram que os 5% mais ricos do país detinham, em 2012, 44% da renda. Em 2006, esse porcentual era de 40%. Os brasileiros que fazem parte da seleta parcela do 1% mais rico também viram sua fatia aumentar: passou de 22,5% da renda em 2006 para 25% em 2012. O mesmo ocorreu para o porcentual de 0,1% da população mais rica, que se apropriava de 9% da renda total do país em 2006 e, em 2012, de 11%. Os dados referentes a 2012 correspondem aos mais recentes apurados pela Receita Federal.

Na medição da desigualdade social do IBGE, o Instituto utiliza dados fornecidos pela própria população. Esses dados não são tão precisos quanto as declarações de imposto de renda, que dão a certeza de que os mais ricos ficaram ainda mais endinheirados.

Entre 2006 e 2008, por exemplo, ano em que as políticas de transferência do governo eram alardeadas por Lula, houve o maior aumento de concentração de renda na fatia de 1% mais ricos. O mesmo salto ocorreu entre 2010 e 2011. O estudo mostra ainda que a desigualdade entre os mais ricos é maior nos dados tributários do que no levantamento domiciliar. Outra conclusão do estudo é que o estrato dos mais ricos é “blindado”, ou seja, a desigualdade entre eles e o restante da população não se estreita

O Nordeste foi a região onde a desigualdade mais aumentou de 2011 a 2012, embora a renda também tenha crescido mais do que em outras áreas do país.

Em 2012, a renda real do trabalho do 1% mais ricos no Nordeste foi 154 vezes superior à dos 10% mais pobres, um salto ante as 130 vezes de 2011. Maranhão e Piauí têm os piores Índices Gini do País, com 0,633 e 0,568, respectivamente.

É válido lembrar também que, de acordo com um estudo do IBGE divulgado em setembro de 2013, o analfabetismo, que deveria ser um dos pilares da luta contra a desigualdade social, registrou aumento pela primeira vez em 15 anos.

Foram identificadas 13,2 milhões de pessoas que não sabiam ler nem escrever, o equivalente a 8,7% da população total com 15 anos ou mais de idade. Em 2011, eram 12,9 milhões de analfabetos, o equivalente a 8,6% do total.

Outra bandeira petista que tem sido ignorada pelo governo Dilma é a do MST. Embora a presidente afirme que seu partido realizou a “maior reforma agrária” do país, ignora o fato de que em seu governo apenas 2,5 milhões de hectares foram entregues, enquanto nos três anteriores esse número chegou a 72 milhões.

Enquanto isso, a economia continua patinando. O desemprego na indústria registrou alta nos últimos meses em função da crise no setor. Em 2014, ele já acumula perda de 2,6%.

O IBGE informou ainda que, no índice acumulado no ano, o emprego industrial acumulou taxas negativas em treze dos quatorze locais e em quatorze dos dezoito setores investigados.

São Paulo (-3,7%) apontou o principal impacto negativo, vindo a seguir Rio Grande do Sul (-4,0%), Paraná (-3,9%), Minas Gerais (-1,8%), Região Nordeste (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,9%).

Vem se tornando uma anedota corriqueira a de que o brasileiro desejaria morar no Brasil da propaganda do PT. Calcado num pesado trabalho de marketing, os mais de 11 minutos reservados a Dilma no horário eleitoral entrou bem antes do esperado no clima de vale tudo. Além do conveniente esquecimento dos fatos acima, o discurso adotado se vale da exploração do pouco conhecimento da população em assuntos mais complexos para manipular a opinião em prol do governo. A justiça eleitoral é esforçada, mas ainda lenta e cheia de brechas. Chegou a sugerir a retirada de um dos ataques mais rasteiros da situação a Marina, mas somente após uma semana de veiculação. Se no comércio diz-se que a propaganda é a alma do negócio, na política vem denotando frequentemente falta de caráter. Não de qualquer pessoa, mas daqueles que pretendem comandar o país por mais quatro anos. Cabe ao eleitor abrir os olhos.

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