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Financial Times faz piada do governo Dilma

Em editoral, condução do país pela presidente é comparada a trabalho de comediantes nova-iorquinos

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A imprensa internacional, como vem fazendo há algum tempo, reservou um pouco mais de seu espaço para criticar o governo Dilma Rousseff. Em seu editorial da última segunda-feira, o Financial Times alertou a presidente: se ela não mudar o rumo do país, as eleições farão isso por ela. O jornal lembrou-se dos atrasos da Copa do Mundo e das Olimpíadas e da economia em queda.

O editorial tem um tom duro contra a presidente brasileira. “Pobre Dilma Rousseff”, inicia o texto. Para o Financial Times, a presidente do Brasil projetava “uma aura tediosa da eficiência de Angela Merkel”, mas resulta em um trabalho mais parecido com o dos comediantes Irmãos Marx. “Os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o país, enquanto o trabalho para os Jogos Olímpicos de 2016 é classificado como ”o pior” que o Comitê Internacional já viu. A economia também está em queda. O Brasil, uma vez que o queridinho do mercado, vê investidores caindo fora”, diz o texto.

A publicação também citou os casos de Pasadena, os problemas com fornecimento de energia após os meses de seca e os protestos contra a Copa; e, embora dê um voto de confiança a Dilma ao dizer que ela talvez esteja reconhecendo seus erros, afirma não ser possível saber se a presidente é a pessoa certa para colocar o Brasil de volta aos trilhos.

Seu desprestígio no exterior só aumenta. Em fevereiro deste ano, o correspondente da Bloomberg para a América Latina escreveu um texto questionando quem seria menos popular no Brasil, se a Copa do Mundo ou a presidente, evidenciando a estranheza de Dilma precisar recorrer a uma campanha de relações públicas para vender a uma população louca por futebol os benefícios de sediar a competição.

No mesmo mês, a BBC publicou uma matéria a respeito da perda de força do Brasil na política internacional em função das decisões diplomáticas – equivocadas, segundo especialistas – do governo Dilma, enquanto o britânico The Guardian repercutiu a onda de violência que atingiu o país. Ano passado, New York Times e Wall Street Journal também dedicaram suas páginas ao Brasil; dessa vez, a respeito da decadência de sua economia.

E nem cabe ao governo reclamar da imprensa internacional como já o fez da nacional, já que eram justamente as publicações estrangeiras que aplaudiam lá fora as atitudes que eram criticadas aqui dentro durante o governo Lula. Se antes usavam essa situação para comprovar um improvável golpismo da mídia local, o mesmo não podem acusar da independência dos veículos que eles mesmos aprovavam num passado recente. Parafraseando o grito das ruas, a gigante – no caso, a mídia gringa – acordou.

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