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Governo aumenta IOF para compras no exterior em mais de 250% (impostos sobre cerveja, refri e água sobem de 10 a 15%)

 

Tá no Estadão, reportagem de Renata Veríssimo:

IOF sobre compras no cartão no exterior subirá para 6,38%, dizem fontes – A medida, que deve ser publicada na segunda-feira, tem como um dos focos conter o consumo – O governo vai elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as compras no exterior com cartão de crédito de 2,38% para 6,38%, segundo informações de duas fontes do governo ouvidas pela Agência Estado. O decreto com o aumento da alíquota está pronto e deve ser publicado na segunda-feira. A medida tem como um dos focos conter o consumo. Os gastos de brasileiros no exterior cresceram muito no ano passado em função da valorização do real frente ao dólar. A despesa bruta com cartão de crédito em 2010 foi de US$ 10,17 bilhões. Em 2009, tinha sido de US$ 5,59 bilhões, segundo os dados do Banco Central. Em 2008, para compensar a perda de arrecadação com o fim da CPMF, o governo já tinha elevado em 0,38% todas as operações de crédito. Com isso, o IOF sobre a fatura de cartão de crédito subiu naquela época de 2% para 2,38%. As fontes do governo informaram também que na segunda-feira ainda será publicada a medida provisória que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O custo da medida é de R$ 1,6 bilhão para 2011, segundo cálculos da Receita. A correção passa a valer a partir de abril. Ainda na segunda, o governo deve publicar o decreto que eleva a carga tributária sobre bebidas frias – cerveja, refrigerante e água. Os preços de referência, usados como cálculo na tributação, devem subir de 10% a 15%.” (grifos nossos)

Comentário
Estamos tão acostumados a alíquotas altíssimas (como as do IR ou do ICMS), que às vezes não notamos alguns aumentos ABSURDOS. Esse, do IOF para compras no exterior, é um total descalabro. O governo ficava com 2,38% do valor da compra, a título de impostos; agora, a facada é de 6,38%. Aumentou mais de duas vezes e meia a parcela tributária. Com relação às chamadas “bebidas frias”, o aumento pode ser de 10 a 15%  na alíquota (números da alíquota sobre bebidas corrigidos pelo leitor Luís).

Sempre haverá algum energúmeno dizendo que determinado tributo só recairá sobre certa classe social ou corporativa. Mentira. Burrice econômica, evidentemente. Qualquer majoração tributária, a médio ou longo prazo, repercute no mercado em geral. A medida, aliás, como explica o próprio governo, visa à redução de consumo. Eis, na prática, a candidata que não aumentaria impostos.

Ela mentiu e aumentou. Nós pagamos.

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