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Haddad corta transporte escolar de alunos deficientes, mas ciclovia caríssima tem de sobra

São Paulo, 18.10.2014 - Prefeito Fernando Haddad toca guitarra em shows da banda Public Enemy. Foto: Henrique Boney

Não deixa de ser um retrato do partido do qual ele faz parte.

O prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, é um exemplo perfeito de como seu partido governa. Enquanto a periferia, com problemas graves bem concretos, é abandonada, ele constrói ciclovias caríssimas nos bairros ricos – como a da Avenida Paulista ou aquela outra que vai até o Parque do Ibirapuera (esta última, aliás, foi objeto de Ação de Improbidade movida pelo MP).

E agora descobre-se que a Gestão Haddad resolveu cortar o transporte escolar de alunos deficientes. É o fim da picada. De todo modo, seus defensores dirão que há ótimas ciclovias e que, ora!, a Paulista é fechada para que a turma brinque de piquenique aos domingos, ou mesmo faça artesanato com miçangas ao ar livre. É aquilo: os problemass sérios, graves e urgentes são ignorados enquanto se faz mera maquiagem ideológica.

Depois seus defensores não entendem porque ele tem essa rejeição absurda. Acham que a culpa é do povo, que não entende as inovações do Prefeitão. Pois é… Taí o motivo.

Fernando Haddad - transporte para alunos deficientes

Não é difícil que até a publicação deste post a prefeitura dê um jeito de reverter a decisão, sobretudo agora que a coisa foi exposta. Mas também não é nada difícil que mantenham essa bizarrice mesmo assim. Com Haddad, tudo é possível, especialmente o pior.

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