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Haddad, Kassab, enchentes e marketing

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Fernando Haddad (PT) convocou entrevista coletiva com “medidas contra enchentes”. Obviamente, o mais puro e descarado marketing. Em suas 16 sugestões, há redundâncias (“coordenar”, “dotar”, “intensificar”) e até mesmo coisas como marcar reuniões “prontamente” e realizar um contrato emergencial.

Pura propaganda. Nada além.

A concessão de ENTREVISTA COLETIVA para falar qualquer bobagem, mas martelando sobre o tema, é tática velha da marketagem. Alguns dirão que é um risco, mas bem ao contrário, é uma forma de isentar-se caso o pior aconteça. Na base do “fiz o que pude, vocês viram lá na entrevista” (sendo que o “que pude” é marcar reunião, dotar, intensificar, coordenar etc).

Haddad não pode jogar o problema nas costas de Kassab pelo singelo fato de que O EX-PREFEITO FAZ PARTE DA GESTÃO ATUAL, com seu partido e aliados apoiando o prefeito eleito. O jeito, portanto, é chamar uma coletiva, todo mundo com cara de sério na mesa, fotos oficiais à mancheia, mas nada de efetivo ou concreto. Só aquela lengalenga de sempre. Se não der nada, sai como herói (mesmo se não chover); se algo acontecer, alega que “tentou” (o que é lorota).

E há a chance de, após cobranças, alegar que OS OUTROS é que fazem exploração política do fato (e não quem convoca uma coletiva para falar nada com nada). Torçamos para que não chova. Se chover, a cidade simplesmente não está preparada e, pelo visto, o novo prefeito já lançou mão de um truque velho para evitar cobranças.

Alguém precisa avisá-lo que a campanha acabou. Pode parecer “inteligente”, “boa jogada”, mas isso de convocar uma entrevista COLETIVA para fingir que algo será feito não passa de marketing político descarado. Tudo para livrar-se de cobranças objetivas mais pra frente. A famosa “vacina” (como diz o pessoal do ramo).

E, quando cobrarem objetivamente, ele próprio dirá que estarão “politizando” e que “fez o possível”. Só não vai reclamar do Kassab, porque este faz parte do governo e hoje está de mãos dadas com o PT (na outra mão está Maluf).

Você vota, ele volta. Voltou.

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