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Haddad, o mais rejeitado, é pró-Dilma; ACM Neto, o mais aprovado, é contra ela

Isso está bem longe de ser uma coincidência. De forma atípica, o quadro político nacional interferirá nas eleições municipais deste ano.

Em condições normais de temperatura e pressão, o pleito eleitoral para a prefeitura passa ao largo dos grandes problemas e questões nacionais. O eleitorado regional busca, antes de tudo, soluções para seus problemas mais corriqueiros e diretos.

Ocorre que este não é um ano normal; nem em temperatura, tampouco em pressão. Estamos vivendo um impeachment e a presidente a ser impichada, que tem uma das maiores rejeições já medidas na história da política brasileira possui seus apoiadores (e opositores) entre os candidatos a prefeito.

E adivinha como se comporta o eleitorado, salvo exceções? Pois é.

Serve de exemplo o petista Fernando Haddad, grande apoiador de sua colega de partido Dilma Rousseff, que em São Paulo amarga uma rejeição de 70%. Pelo lado oposto, cabe citar ACM Neto (DEM), que é aprovado por mais de 80% dos soteropolitanos e sempre se opôs ao PT.

CLARO que a qualidade da gestão entra em jogo, isso é mais do que óbvio, mas também é inequívoco que, desta vez, o posicionamento partidário histórico dos candidatos influenciará mais do que nunca.

Certamente, a esta altura, os marqueteiros estão alucinados para descolar seus candidatos de qualquer vínculo com a presidente afastada e/ou com o Partido dos Trabalhadores. E vão em sentido contrário os do outro lado: tratarão de deixar clara a oposição partidária.

Nesse caso, a situação mais complicada é a de Marta Suplicy (PMDB). Para cada eleitor que acerta seu novo partido, há outros TRÊS ainda a considerando integrante do PT. O que fazer? Porque pode perder os que tem sem necessariamente ganhar os do outro lado (um dilema que já expusemos aqui).

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