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Haddad perde tempo passando trote, mas não quer que MP perca tempo investigando isso

Se o “prefeitão” estivesse mesmo preocupado com o uso racional do tempo, estaria cuidando da cidade em vez de pregar peça em quem o fiscaliza na imprensa. Agora, que aguente.

Fernando Haddad - trote - multas - Foto Fernando Cavalcanti Veja

Essa é das boas. Fernando Haddad (PT/SP), o pior prefeito da capital paulista dos últimos tempos, resolveu dar uma de “engraçadão” e passou um trote em Marco Antonio Villa, que o fiscaliza na Rádio Joven Pan. Passou um agenda errada, com compromissos que ele não teria nesse dia, fazendo depois um post em rede social hostilizando o crítico.

Tudo aí já é aberrante. Um administrador público não pode fazer esse tipo de coisa com quem fiscaliza seu trabalho. Bem ao contrário, gostando ou não de seus “fiscais” da imprensa, o gestor público tem OBRIGAÇÃO de sempre passar as informações de maneira correta, e sem fazer cara feia. É a regra do jogo. Se não quiser isso, monte um negócio particular. Para além disso tudo, vale lembrar que a cidade de São Paulo está repleta de problemas urgentes, de modo que não faz sentido o prefeito tirar umas horas do dia para fazer gracejos agressivos desse gênero.

Mas vamos ao novo fato que chega a causar espanto: justamente Haddad, que perde tempo fazendo tal patacoada, agora resolve “alfinetar” o promotor que o investiga. Segundo o Estadão, ele disse o seguinte:

“Quem tem que julgar a melhor maneira de usar o seu tempo é o promotor. Se ele acha que a melhor maneira de usar o seu tempo é abrindo inquérito dessa natureza, ele tem autonomia para isso. Se não há nada mais importante para investigar, vamos investigar o trote”

Como assim? O camarada cuja cidade está REPLETA DE PROBLEMAS e gasta o expediente fazendo palhaçada reclamando de como os outros usam seu tempo? Parece até piada.

Segura essa bronca agora, Haddad!

Ah, sim! Ainda hoje, a ação judicial contra o  “prefeitão” foi aceita pela justiça, aquela referente à indústria da multa e do desvio da finalidade da verba. Ou investigar isso também seria um mau uso do tempo?

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