Blog

IBOPE: eleitores ainda não sabem em quem votar, mas pretendem tirar Haddad da prefeitura de SP

Para além da leitura simples da “classificação”, é preciso compreender o cenário completo. E as coisas estão pra lá de indefinidas a quase todos.

Prefeitura-São-Paulo---Russomanno---Marta---Erundina

O IBOPE divulgou hoje pesquisa para a Prefeitura de São Paulo. Russomanno (PRB) lidera, seguido por Marta Suplicy (PMDB), Erundina (PSOL) e então vem o prefeito Fernando Haddad (PT); depois dele, João Dória (PSDB) e Andrea Matarazzo (PSD). Seguem os números:

– Celso Russomanno (PRB) – 26%
– Marta Suplicy (PMDB) – 10%
– Luiza Erundina (PSOL) – 8%
– Fernando Haddad (PT) – 7%
– João Doria (PSDB) – 6%
– Andrea Matarazzo (PSD) – 4%
– Marco Feliciano (PSC) – 4%
– Delegado Olim (PP) – 3%
– Major Olímpio (SD) – 2%
– Roberto Tripoli (PV) – 2%
– Láercio Benko (PHS) – 1%
– Levy Fidelix (PRTB) – 1%
– Ricardo Young (Rede) – 0%
– Marlene Campos Machado (PTB) – 0%
– Denise Abreu (PMB) – 0%
– Branco/nulo – 21%
– Não sabe/não respondeu – 5%

A coisa está bem embolada, como é próprio dos casos em que o titular é altamente rejeitado. Em 2000, por exemplo, a cidade de São Paulo escolheu o sucessor de Celso Pitta, cuja rejeição era altíssima (mas não chegou a ser tão detestado quanto Haddad). Resultado: uma porção de candidatos viáveis, entre eles Marta e Erundina, que também concorrem neste ano.

Mas vamos aos três dados que REALMENTE importam nesta pesquisa.

1 – Ninguém tem candidato: quase todos têm chance

Na pesquisa espontânea, quando não são citados os nomes, a maioria não sabe em quem votar. São 54% de eleitores indecisos “a priori”, que simplesmente não tem candidato. Isso dá margem para todo tipo de reviravolta no cenário atual. O que fará a diferença, portanto, será o tempo de TV, a estrutura da campanha e, claro, a viabilidade do candidato. Desse modo, é possível pinçar alguns mais prováveis, mas ainda assim seria puro chute. Todos estão com chance. Ou quase todos.

2 – Não querem Haddad

Salvo alguma mudança bem abrupta no comportamento dos eleitores, parece que o atual prefeito será mesmo escorraçado do poder. Além de estar num vergonhoso QUARTO lugar nas pesquisas, atrás mesmo da Erundina, sua gestão está com inacreditáveis 70% de rejeição. Um recorde próximo ao de Dilma Rousseff na fase “áurea” (por assim dizer). A rejeição pessoal de Fernando Haddad (não votaria nele de jeito nenhum) bateu nos 46%.

Enfim

Nada definido: candidatos com rejeição baixa e alguma estrutura terão mais chances, já que a grande maioria simplesmente não sabe em quem votar. Mas há uma “quase” certeza: o atual prefeito sairá. Os paulistanos já o detestavam, e agora com a bandalheira toda de seu partido – em gestões das quais foi ministro, vale sempre lembrar -, somada à candidatura de Erundina… complicou bem.

São Paulo merece mudar. Mas que seja para melhor, por favor.

To Top