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Instituto do governo proibiu divulgação de estudo que desmascarou a fraude da diminuição da desigualdade

A desigualdade não diminuiu, mas o trabalho do IPEA que comprovava isso não pôde ser divulgado.

Dilma Rousseff - Desigualdade - Fraude

A denúncia é do jornalista Clóvis Rossi, colunista da Folha de São Paulo, que ainda fez crítica severa e contundente aos governos petistas, de Lula e Dilma Rousseff. Na traulitada textual, repleta de dados, ele desmascara a lorota da “diminuição da desigualdade” e afirma que o Ipea, órgão do governo federal, PROIBIU a divulgação de um estudo que desmente de maneira irrefutável a propaganda governista.

A seguir, alguns dos trechos da coluna (destacamos em negrito as partes mais fortes):

“Em 2015, Marcelo Medeiros, Pedro Ferreira de Souza e Fábio Avila de Castro, todos da UnB (Universidade de Brasília) (…) lançaram na equação da desigualdade dados do imposto de renda e chegaram a uma triste conclusão: não houve em absoluto queda da desigualdade nos últimos 20 anos. Um só dado: os 5% mais ricos passaram de deter cerca de 40% da renda total do país em 2006 a abocanhar 44% em 2012. Guardadas as proporções, o 1% mais rico e o 0,1% superrico também ficaram com uma fatia ainda maior que a obscena cota que tinham em 2006. O Ipea (instituto do governo) proibiu a difusão do estudo, como é natural: a corte odeia quem grita “o rei está nu”. Mas o trabalho circulou entre especialistas e provocou observações, o que levou Marcelo e Pedro a uma revisão da pesquisa. Saiu há pouco o novo resultado e, sem surpresas, é igual ao anterior: não houve redução da desigualdade. Nem poderia haver: o governo destina aos juros e encargos da dívida, em um ano, o equivalente a 15 anos do gasto com Bolsa Família. Ou, posto de outra forma, o governo paga às (poucas) famílias mais ricas em um ano o que vai para 42 milhões de pobres em 15 anos. É transferência de renda, sim, mas de todos os contribuintes, inclusive os pobres, para os ricos e ultrarricos. A realidade desmancha, assim, a narrativa que o governo ensaiou inutilmente, a de que a onda anti-Dilma é uma vingança dos ricos contra o governo dos pobres. Como diz sempre o próprio Lula, os ricos nunca ganharam tanto dinheiro como em seu governo. E a esquerda ficou em silêncio.

A esquerda continua em total silêncio obsequioso.

Claro que a análise pode e deve receber críticas, como a ideia no geral equivocada de que a diferença (o tal do “gap”), por si, seja um indicador exclusivamente negativo (se os pobres hoje ganham muito mais, por exemplo, não seria necessariamente um problema os ricos TAMBÉM ganharem mais). Quem quiser fazer uma leitura mais aprofundada, há ótimos textos e posts, como este do Fabio Ostermann.

Por fim, e acima de tudo, é ESCANDALOSO que um órgão do governo proíba a difusão de um estudo cujo conteúdo desmascara a propaganda política dessa gestão. E falamos DO MESMO IPEA do qual um diretor pediu demissão após um trabalho também ter tido sua divulgação proibida.

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