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Janaina Paschoal lembra que, com Delcídio, mesmo após um vazamento, a delação foi homologada

Brasília, 05.05.2015 - À mesa, presidente da CAE, senador Delcidio Amaral (PT-MS). Foto: Pedro França/Agência Senado

“Como saber se quem vazou não o fez mesmo para inviabilizar o acordo?”

Janaina Paschoal defende que, para o bem das instituições envolvidas – Ministério Público e STF –, a delação de Léo Pinheiro seja retomada e homologada. Assim, o conteúdo passa a ser conhecido e apurado, desfazendo qualquer suspeita que paira sobre a indignação dos envolvidos, em especial Rodrigo Janot e Gilmar Mendes, que teria tomado Dias Toffoli, alvo da capa da Veja, como pupilo na Suprema Corte.

Diz a autora do impeachment de Dilma Rousseff, em seu perfil no Twitter:

“Não vejo razões para suspender a delação que vinha sendo negociada com uma das construtoras. Pelo bem do próprio Ministro e pela confiança na justiça, a delação deve ser autorizada, agora, ainda mais. Como saber se quem vazou não o fez mesmo para inviabilizar o acordo?

O próprio Ministério Público Federal, em várias manifestações, tem deixado claro que a forma não deve prejudicar o conteúdo. Ora, por que esse preciosismo, justamente em torno de tão importante colaboração premiada? A melhor maneira de esclarecer os fatos é deixar que o acordo siga e, tão logo a colaboração esteja completa, que se retire o sigilo.

Há inúmeros exemplos, mas o mais gritante é o de Delcídio Amaral, que teve a delação homologada mesmo após vazamentos na imprensa. O caso foi rememorado pela criminalista:

No caso do Senador Delcídio, mesmo a defesa tendo solicitado a manutenção do sigilo, sua delação foi imediatamente tornada pública. Independentemente de quem venha a ser implicado, há razões para estranhar. O sigilo absoluto só vale para este caso?”

É isso.

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