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Jogos Olímpicos: feministas radicais querem que a polícia reprima a prostituição

É mole? E isso não é piada. Elas realmente estão em pé-de-guerra.

Antes de tudo, é bom deixar claro que o “feminismo” não é uma coisa única e homogênea. Ao contrário, há vertentes de todo tipo, algumas opostas entre si. E recomendamos sempre o ótimo artigo de nossa colunista Camilla Lopes, que trata especificamente do feminismo internético.

Mas sigamos. Um dos pontos de conflito é a prostituição. Há uma ala que defende, alegando tratar-se da mulher dispondo de seu corpo como bem entende, e há outra condenando a prostituição, pois decorreria justamente da opressão do patriarcado.

E a coisa, agora com a Olimpíada, chegou a um ponto complicado no Rio de Janeiro.

Prostituição - Feminismo - Foto The Sun Corbis

Enquanto prostitutas pensavam em faturar mais com os turistas da Rio 2016, algumas feministas radicais passaram a EXIGIR DA POLÍCIA QUE AUMENTASSEM A REPRESSÃO ÀS GAROTAS DE PROGRAMA. Sim, você leu corretamente: ultra-esquerdistas exigindo a forte ação policial.

Se alguém ainda duvida, segue trecho de reportagem do UOL:

A ativista e advogada Eloisa Samy, considerada uma das líderes dessa linha do feminismo, acredita que a prostituição representa a principal forma de exploração da mulher em uma sociedade patriarcal. Por isso, pede que haja uma maior fiscalização em torno da cafetinagem durante os Jogos e defende até o aumento da intervenção policial para inibir a ação dos clientes e a exploração das mulheres. “Eu não posso admitir que um evento olímpico, que preza o bem estar das pessoas com tão nobres ideais, se preste a servir a uma causa tão mesquinha, que é a principal forma de exploração da mulher e da objetificação dos nossos corpos”, afirma Eloisa.” (grifo nosso)

Parece a fala de um ultraconservador da década de 40, mas é a de uma socialista do século XXI. E isso já diz muito, ou quase tudo, sobre essa questão e também sobre a “modernidade” do ideário esquerdista.

Afinal, não havia o tal de “meu corpo, minhas regras”? Ou a pessoa só é dona do próprio corpo quando faz algo com o que as feministas radicais concordam? Por outra: o que de tão grave elas veem na prostituição que não conseguem enxergar no aborto?

Ficam as questões.

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