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Jornalismo brasileiro promete lutar contra a disseminação de notícias falsas. Agora?!

Por que não fizeram isso, por exemplo, na última campanha presidencial, aquela que reelegeu Dilma Rousseff?

Mais um jornal brasileiro anunciou em tom de festa que iniciará uma guerra contra o que a imprensa vem chamando de “fake news”. Ele promete “checar de discursos e anúncios de autoridades a boatos disseminados nas redes sociais“. E que agora a, digamos, “força-tarefa” vai “orientar todos os jornalistas da Redação a fazer checagens“.

Calma lá. Agora?!

Talvez a principal função do jornalista seja checar informações antes de ampliarem-na a um grande público. Ao tomar tal atitude, a imprensa não percebe a confissão feita à opinião pública: reverberava todo tipo de mentira vinda de autoridades, ou mesmo boatos, sem a devida checagem.

O leitor do Implicante conhece isso muito bem pois, há tempos, publica-se aqui desmentidos sobre notícias fajutas altamente reverberadas não por sites minúsculos e desconhecidos, mas por grandes veículos de comunicação em atividade há décadas.

As “fake news” nada mais são do que aquilo que a esquerda costumava chamar de “factóide”, uma desconfiança que não se justificava por nenhuma evidência real, mas apenas por um desejo de ter o que atacar.

Essa imprensa segue perdida. E, quanto mais fala, mais percebe-se o seu jogo.

Fonte: O Globo

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