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Justiça britânica condena Maluf a devolver R$ 21,7 milhões

Reportagem do jornal O Globo:

SÃO PAULO – A Corte de Jersey, paraíso fiscal britânico, condenou duas empresas ligadas ao deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP-SP) a devolverem pelo menos R$ 21,7 milhões (10,5 milhões de dólares) desviados dos cofres públicos da capital paulista em 1997 e 1998, época em que seu aliado Celso Pitta administrava a cidade. A sentença foi divulgada ontem pelo Judiciário de Jersey. Ainda cabe recurso.

Os magistrados aceitaram a argumentação dos advogados da prefeitura de que as empresas offshores Kildare Finance e Durant International, ligadas ao ex-prefeito e a seu filho, Flávio Maluf, foram usadas como instrumento de lavagem de dinheiro. A rota do desvio de recursos envolvia empresas brasileiras responsáveis pela construção de obras contratadas pela prefeitura paulista, contas em Nova York e pagamento final no Deutsche Bank de Jersey. O procurador-geral do município, Celso Augusto Coccaro Filho, classificou a decisão como inédita e lembrou que os juízes definirão o valor dos juros a serem pagos pelo ex-prefeito, que terão função não apenas de recomposição monetária, mas punitiva.

— Com a aplicação dos juros compostos, aplicados em caso de fraude, o valor a ser restituído deve chegar a US$ 32 milhões (aproximadamente R$ 66 milhões) — disse o procurador-geral, lembrando que o município de São Paulo já bloqueou pelo menos US$ 22 milhões (R$ 45,5 milhões) das contas da família Maluf no exterior.

Caso obtenha na Justiça o volume máximo de juros, a prefeitura deverá buscar os US$ 10 milhões restantes em outros bens da família.

— É uma ação pioneira no país e muito importante para inibir a corrupção, que normalmente pode encontrar apoio na lavagem de dinheiro — disse o procurador-geral Coccaro Filho.

Leia a íntegra aqui.

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