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Justiça nas urnas: prefeitos ligados ao PT enfrentam alta rejeição nas eleições deste ano

Mesmo os que debandaram talvez ainda paguem caro na hora do voto.

A situação de prefeitos petistas, ou daqueles aliados ao partido, está bem complicada. Especialmente, claro, os que buscam a reeleição ou mesmo indicam sucessores diretos.

Alguns pularam fora, como o de João Pessoa, então único prefeito petista de capital nordestina. Em São Paulo, para se ter ideia, nada menos que UM TERÇO dos prefeitos eleitos pela legenda trataram de sair do partido. Se isso vai funcionar, não se sabe.

Há motivação “científica” para isso, além do óbvio e indisfarçável clamor das ruas: uma pesquisa realizada em Niteroi mostrou que o candidato à reeleição no município – por sinal com uma gestão bem avaliada – perdia MAIS DA METADE DOS VOTOS ao citar seu vínculo com o partido. Depois disso, ele largou de mão.

Mas há aqueles cuja ligação é tão forte e emblemática que não podem simplesmente sair do partido ou desfazer a aliança. Os casos mais patentes são de Fernando Haddad (PT/São Paulo), José Fortunati (PDT/Porto Alegre) e Gustavo Fruet (PDT/Curitiba), os três buscando a reeleição e ligadíssimos ao PT. A situação de Fruet é tão drástica que merece um post específico – a ser publicado ainda hoje.

Fernando Haddad, que enfrenta rejeição recorde, enfrentará uma prova ainda mais dura nas eleições quando se coloca na conta também a situação do Partido dos Trabalhadores perante o eleitorado paulistano. Em 2012, o contexto era bem diferente do atual. A coisa ficou muito mais complicada para quem é ligado ao petismo.

É com vistas nisso, também, que se deve fazer a pressão nos deputados neste domingo. Muitos deles têm grupos políticos fincados em prefeituras e dependem crucialmente destas eleições. Essa é a melhor forma de pressionar, e totalmente dentro do jogo democrático.

Mostraremos nas urnas.

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