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Lamentável realidade da nossa política: enquanto a esquerda se une, a direita se estapeia

E não se fala de política partidária, mas ideológica.

Em primeiro lugar, mais uma vez reiteramos nosso compromisso em JAMAIS dar voz a qualquer campanha que vise atacar expoentes da nossa nova direita, ou aqueles genericamente nomeados-apontados como dela integrantes. Esse tipo de coisa, por óbvio, atende apenas ao interesse do esquerdismo e, desse modo, o oposto de tudo que acreditamos.

Mas adiante.

Por essência, e quanto a isso, esquerda e direita diferem totalmente na forma de agir e até existir. O esquerdismo é estrategista, “os fins justificam os meios”, buscam a ocupação de espaços e assim por diante. A direita, por sua vez, parece não preocupar-se com a ocupação de espaços nem com o pensamento estratégico e, o que é virtuoso, não tolera faz concessão à máxima maquiavélica de fins e meios. O inevitável resultado são as constantes e (talvez eternas) brigas “internas” (as aspas são porque uma parte beligerante nunca considera a adversária como integrante do que acredita ser o direitismo).

O problema nisso é que, por enquanto, o domínio é da esquerda. Por mais que estejam enfrentando difícil fase no processo político-eleitoral, a hegemonia na cultura é gritante. Não a “cultura” apenas no sentido de artistas/celebridades, mas também em TODOS os aspectos da vida cultural e de costumes: salas de aula, veículos de comunicação, telejornais, telenovelas etc.

No plano maior, de domínio cultural, um trotskista não considera o stalinista seu pior inimigo; ao contrário, nesse contexto ele é um aliado. E vice-versa, valendo para demais correntes.

De nosso lado, porém, a coisa é diferente. Acabamos deixando em segundo plano o inimigo mais poderoso, a ameaça real imediata, dando vez ao quebra-quebra interno.

Talvez seja a hora de começarmos também a pensar de forma estratégica. Não com base na justificativa dos meios pelo fim, mas pelo fato de que há um inimigo mais poderoso e muito mais organizado, que jamais poderá ser vencido sem que nos unamos de verdade e superemos as divergências menores em nome das convergências preponderantes.

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