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Lembra do “boato do fim da Bolsa-Família”? Então…

A Presidente da República afirmou que boatos eram criminosos, uma ministra de Estado culpou a oposição. Mas o caso morreu (ou quase…)

que dupla

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Vocês devem lembrar, não? Há algumas semanas, filas e quebra-quebra em agências da Caixa Econômica Federal. Motivo (alegado na ocasião): espalharam boatos sobre o fim da “Bolsa Família”. Haveria alguém com o plano de sabotar o governo, ou algo assim.

A ministra Maria do Rosário, que não abre a boca para falar de minorias que o governo oprime (nem nunca fala nada contra Feliciano), afirmou publicamente que isso seria coisa da “oposição”. E mais: a própria presidente, como sempre nunca perdendo a oportunidade de perder uma oportunidade, cravou: é “criminoso”.

E então entra em campo a Polícia Federal, bem como os governistas 2.0 (alguns contratados pelo governo por outras habilidades específicas a preços também específicos) para atacar o que seria baixaria, tática rasa, desespero.

Porém… Pois é: deu chabu. Descobriu-se um erro da própria Caixa Econômica Federal: estavam disponíveis para saque, além do corrente, valores do mês seguinte. Povão sacava e contava a “boa nova” para parentes, vizinhos, amigos e assim se foi.

A CEF usou uma explicação curiosa: REALMENTE isso aconteceu, porém NÃO TERIA INFLUÍDO NO TUMULTO. Claro que não, né? E o que influiu? Ninguém sabe. Lá se vão semanas e semanas depois de aberta a investigação e tudo que se sabe é isso.

Nada de central telefônica do Rio, nada de oposição, nada das acusações feitas por governistas desesperados (como sempre, ficam pendurados na brocha porque o governo não sabe direito o que houve e sobra pros aloprados online inventar desculpas).

E agora? E agora nada. Uma Ministra de Estado e a própria Presidente da República fazem acusações graves, descobre-se que o problema foi no próprio governo, fica o dito pelo não dito e vida que segue.

Opa! Nem tanto: como a Polícia Federal interveio e, como se sabe, o órgão é DE FATO independente, a casa começou a RUIR para alguns setores político-partidários. Isso porque, vejam só, muitas pessoas recebem Bolsa-Família sem precisar (e estão nesse grupo famílias de políticos com mandato e até falecidos).

Nesses casos – e isso não é boato –, a Bolsa-Família deverá será cortada. E cada um que se acerte com seus beneficiários, caso tenham feito arranjos eleitorais em troca disso. Uma notícia péssima que vem justo agora com a inflação e às vésperas de 2014.

Parabéns aos envolvidos.

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