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Lorota desmentida: para imprensa internacional, impeachment NÃO é golpe

Essa durou pouco.

Dilma Rousseff - impeachment - imprensa internacional - Foto Ueslei Marcelino Reuters

A militância esquerdista/governista passou a divulgar pelas redes que a imprensa internacional estaria denunciando um “golpe” no Brasil. Tais posts passaram a circular como se fosse verdade, mas era obviamente mentira, para variar. O truque: pegavam artigos e colunas, muitos assinados até mesmo por jornalistas convidados, e diziam ser A OPINIÃO DO JORNAL. Tática tão barata que chega a ser suja. Eles jogam assim.

Quem revelou esse expediente de forma muito bem explicada – e comprovada – foi o jornalista Pedro Dória. A seguir, trechos de seu artigo:

“Há uma imensa confusão rondando as redes sociais a respeito do que dizem ou não os jornais estrangeiros a respeito da crise brasileira. Tornou-se comum, por algum motivo misterioso, afirmar que lá fora há um movimento condenando o que a presidente Dilma Rousseff chama de “golpe”. Não é verdade (…) Um dos textos que mais vem circulando é The Real Reason Dilma Roussef’s Enemies Want Her Impeached, publicado pelo Guardian. É um artigo de opinião avulso, assinado por um cidadão brasileiro, David Miranda. Não é a opinião do jornal. É a opinião de um brasileiro.”

E ele continua:

“O Guardian manifestou sua opinião em editorial: A Tragedy and a Scandal. Nele, o jornal aponta aqueles que considera responsáveis pela crise em que nos encontramos: “transformações da economia global, a personalidade da presidente, o PT ter abraçado um sistema de financiamento partidário baseado em corrupção, o escândalo que estourou após as revelações e uma relação disfuncional entre Executivo e Legislativo”. Sem poupar a Câmara ou Eduardo Cunha, em nenhum momento o jornal britânico sequer cita o termo “Golpe”.”

Por fim, cita The Washington Post, The Economist, Le Monde e uma análise do jornal El País.

Comenta também que, no caso do Le Monde, ao contrário do que a militância governista disse por aqui (teriam revisado o que pensavam), na verdade a ‘contestação’ foi por meio de uma espécie de “ombudsman”, que traz ao jornal queixas/opiniões de leitores. E uma coincidência: a CNN, que NÃO MANIFESTA OPINIÕES, fez uma entrevista com jornalista americano residente no Brasil, Gleen Greenwald, marido justamente de David Miranda, autor do artigo no The Guardian – espalhado pelos militantes como “opinião do jornal”.

Vale acrescentar também o longo artigo publicado no Wall Street Journal, divulgado pelo jornalista Caio Blinder neste domingo, segundo o qual não há nada disso que os governistas alegam estar acontecendo.m resumo: a imprensa internacional NÃO CONSIDERA O IMPEACHMENTO UM GOLPE. É mentira da militância, pra variar. E as provas estão aí.

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