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Lula “não reconhece” competência de Moro para julgar caso das “tralhas” da Presidência

É mole? Ele diz que os fatos ocorreram em Brasília e São Paulo, então não aceita ser julgado por um juiz de Curitiba.

Antes de tudo, vale uma recapitulação: recentemente, Lula teve de depor, mediante condução coercitiva, por conta da Operação Aletheia. Entre outras coisas (empresas do filho, p.ex.), investigavam também a série de presentes que ele recebeu durante a Presidência da República e que agora estariam sob guarda privada (e não do governo, já que são bens públicos).

O petista então se referiu ao acervo como “tralhas” (sim, ele fala disso no video que vazou pela deputada Jandira Feghali), depois sugerindo que enfiassem em local pouco ventilado.

Enfim, a Operação Lava Jato também acabou esbarrando no caso dos presentes, mas Lula não admite que Sérgio Moro trate do tema. Em petição direcionada ao magistrado, sua defesa alega o seguinte:

“Necessário salientar que o peticionário não reconhece a competência do Juízo da 13ª Vara Criminal de Curitiba para a condução do presente feito (…) o presente procedimento versa sobre fatos que ocorreram em Brasília (isto é, suposto recebimento de bens quando no exercício do cargo de Presidente da República) e a busca e apreensão se deu em agência do Banco do Brasil localizada em São Paulo. Desse modo, não há motivos para que a presente investigação ocorra em Curitiba…” (grifos nossos)

Agora, cabe a Sérgio Moro decidir se aceita ou não tais argumentos. Caso recuse, continuará sim podendo tratar da pauta como parte daquilo que julgará em outros casos; e, desse modo, caberá a Lula recorrer às instâncias superiores.

O duelo mal começou. Valendo lembrar que, recentemente, o TJ/SP reconheceu a competência de Moro para julgar o caso do triplex.

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