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Manifesto anti-Lava Jato traz à baila aquele trecho pouco divulgado do “áudio do Jucá”

O principal elemento da “narrativa do golpe” precisa ser analisado por inteiro.

Na construção da “narrativa do golpe”, um elemento sempre presente é o “áudio do Jucá”, a gravação telefônica em que o então Ministro do Planejamento de Michel Temer, Romero Jucá, e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Porém, para tal narrativa dar certo, a seguinte fala de Machado costumava ficar para segundo plano:

“Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais…” (aqui na íntegra)

Pois é. Se houve ou não, o tal “grande acordo”, é preciso contar a história inteira. A tese, para fazer sentido, tem de incluir tudo que foi falado e, segundo o diálogo, nada seria contra APENAS um partido. A fala dos nobres sugere aliança mesmo entre adversários. Desse modo, quem acredita nessa tese precisa aceitá-la por completo.

E agora, com o manifesto que estaria em processo de elaboração por advogados de Dilma, Lula, Aécio e Temer, contra o MP e o Judiciário, tal trecho volta à baila.

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