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Manobra petista livra Dias Toffoli de saia justa

Dias-TofoliA notícia de que o PT teve a confirmação da aprovação de contas da sigla no ano de 2003, quando o mensalão já estava a todo vapor, pode soar positiva aos olhares menos atentos. Contudo, mesmo curiosamente – ou “convenientemente”? – esquecendo de destacar as “ressalvas” no título, a Folha de São Paulo, ainda nesta terça-feira, deixou escapar a situação embaraçosa da qual se livrou Dias Toffoli, ex-advogado do PT e atual ministro do STF, que não se declarou impedido para relatar o caso.

Hoje à noite, na sessão plenária do TSE, Toffoli apresentaria o seu voto. Horas antes, contudo, os advogados do diretório do PT peticionaram no tribunal para pedir a desistência do recurso. Assim, a sigla aceitou pagar a multa, embora as contas continuem aprovadas com ressalvas.

Toffoli disse aos demais ministros: “Não há mais o que decidir”. E pediu aos colegas a homologação da desistência, o que foi aprovado por unanimidade. O ministro Marco Aurélio de Mello concordou que o “o peticionário tem poderes para a desistência”.

A manobra do PT livrou Toffoli de uma saia justa: ele teria que confirmar a multa, o que poderia desagradar seus padrinhos políticos do PT, ou livrar o partido da multa, decisão que poderia levar a questionamento sobre a sua isenção na causa.

(grifos nossos)

Não que sua isenção já não fosse questionada antes dos acontecimentos desta semana. Mas não dá para não estranhar a desistência de um recurso que colocaria mais uma vez o PT em desgaste numa época já tão conturbada para a sua popularidade.

Quanto à denúncia da Veja, de que o trabalho do auditor do Rodrigo Lacombe sumira no TSE, foi ignorada, o que fez com o que o parecer não fosse anexado. O valor da multa a ser paga ficou nos já atualizados R$ 303 mil.

Saiu barato.

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