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Marina é contra o impeachment. Ou não. Ou sim. Ou não de novo.

De olho no eleitorado de lá e de cá, Marina ao mesmo tempo é e não é contra o impeachment.

Marina Silva faz parte daquele grupo da política que é “contra tudo que está aí” e, ao mesmo tempo, também contra “quem não está aí”. Não é governo, não é oposição, tudo pensando nos votos de um e de outro, tentando aglutinar um pouco dos dois lados. Na prática, claro, afasta todo mundo. Fica com aqueles 20 e tantos por cento e olhe lá.

Vjam o caso do impeachment, por exemplo. Seu partido (que é formado por muitos ex-petistas) disse ser contra. Mas Marina, hoje, disse que não é bem assim. E sua explicação já passa a fazer parte da poética nacional misteriosa (merece um prêmio quem realmente compreender o que ela disse).

Confiram o lirismo niilista de Marina Silva ao ser perguntada sobre o impeachment: “Vamos formar nossa convicção. O processo de impeachment requer a materialidade dos fatos, mas é também um processo político que vai agregando uma série de variáveis no decorrer do debate . Temos que assegurar o envolvimento da sociedade, mas sem que isso signifique protelar essa questão indefinidamente, agravando cada vez mais a situação política, econômica e social do país, que já é dramática.”

Entenderam? Claro que não. É impossível. O processo requer “materialidade dos fatos”, mas também vai “agregando uma série de variáveis”. Portanto, é uma coisa, mas também é outra diferente. Assim como Marina.

Na verdade, o impeachment requer subsídio jurídico, ou seja, crime de responsabilidade. Segundo o TCU, esse crime foi cometido, ferindo a LRF e, por isso, o processo agora corre na Câmara dos Deputados. Todo o resto é blablabla marinista que, a essa altura, só confirma a tese de que o “Rede” é mais uma linha auxiliar do PT – e já de olho na próxima onda esquerdista, o pós-petismo.

Marina Silva - Lula

Não é nada novo. É mais do mesmo.

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