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Memória: na eleição de 2010, Cunha defendia Dilma Rousseff junto aos evangélicos do RJ

Aliadíssimo, ele ficou encarregado de convencer os fieis a votarem na petista. Não adianta o PT negar.

Como sempre, a prática da esquerda (no geral) e dos petistas (em especial) é criar narrativas, independentemente dos fatos. Como Eduardo Cunha e Dilma Rousseff romperam, trataram de refazer a história de modo que parecessem inimigos permanentes.

Mas, claro, nunca foram. Ao contrário, foram aliadíssimos. No primeiro post da série, mostramos as duas tentativas de fazer um acordo com o peemedebista. A primeira foi de Dilma; a segunda, de Lula. Não deu certo, rolou o impeachment, depois a cassação de Cunha e o resto é história.

Agora, um resgate no mínimo curioso. Em 2010, cabia justamente a Eduardo Cunha fazer campanha para Dilma Rousseff junto aos evangélicos do Rio de Janeiro. Ele era candidato a Deputado Federal, pelo aliadíssimo PMDB, e ficou encarregado dessa missão.

Vale conferir alguns trechos da reportagem publicada na Folha de São Paulo em 11/10/2010:

Eduardo Cunha vai a templos defender Dilma contra boatos – Campanha de petista escala aliados para percorrer igrejas no RJ – Para tentar estancar a perda de votos entre os evangélicos, a campanha de Dilma Rousseff (PT) escalou aliados para percorrerem igrejas no Rio de Janeiro. Ontem e anteontem, os deputados federais Eduardo Cunha (PMDB) e Felipe Pereira (PSC) visitaram templos da Assembleia de Deus, denominação com o maior número de fiéis no país. Cunha, que é da igreja Sara Nossa Terra, disse ontem em Madureira (zona norte da cidade) que a petista é contra o aborto e que informações que circulam na internet “não passam de uma onda de boatos plantados pelos adversários”. Reeleito com 150 mil votos, ele é um dos parlamentares mais influentes do PMDB, e próximo do candidato a vice de Dilma, Michel Temer (…) O deputado negou que a candidata do PT tenha dito que “nem Jesus Cristo me tira essa vitória” -frase atribuída a Dilma na internet. “Se aparecer uma gravação dela dizendo isso, eu até mudo meu voto….” (grifos nossos)

E agora? Vão insistir na narrativa de que Cunha não seria um aliado? A verdade aparece sempre.

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