Blog

Mesmo sem estar concorrendo, Lula se mete cada vez mais na campanha 2014

Segundo o TSE, o ex-presidente terá até 15 de setembro para mudar de ideia, substituir algum candidato e participar das próximas eleições.

"não esquece o protetor e toma cuidado"

O ex-presidente Lula voltou a ser notícia poucos meses antes da eleição. Segundo ele, a oposição está pregando ódio contra o PT ao afirmar que um tsunami varrerá o partido do governo. A expressão foi usada por Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto, durante a convenção nacional do partido.

O embate dos últimos dias mostrou que os dois partidos investirão na polarização, escanteando o nome da chamada terceira via ao Planalto, Eduardo Campos (PSB-PE). “Estamos fazendo uma campanha perigosa. Se em 2002 fizemos uma campanha da esperança contra o medo, agora é a da esperança contra o ódio”, afirmou [Lula].

Lula chegou até mesmo a comparar a situação atual com o que ocorreu a Getúlio Vargas em 1954.

“Estão querendo fazer conosco o que já fizeram com Getúlio [Vargas], até levá-lo à morte”, disse. “Querem fazer o que fizeram com Juscelino [Kubitschek], que agora é todo bonitão para eles. (…) Tentaram me tirar, em 2005. Mas eu disse: se quiserem me tirar, vão ter que debater na rua, para conhecerem o que é o povo brasileiro”.

Além de interferir na campanha, as últimas notícias dão conta de que Lula está cada vez mais interessado em ir além e exercer ainda mais sua influência sobre a gestão do país. De acordo com matéria da Folha, é o que ele e o PT pretendem fazer caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita.

Segundo a Folha apurou em conversas com uma dezena de interlocutores presidenciais nas últimas duas semanas, Lula adotará postura menos discreta e apitará na formação de um novo ministério se as urnas concederem vitória à sua sucessora. (…) Um amigo do ex-presidente assim resumiu a sua atuação: Lula pactuará tudo com Dilma, contudo poderá assumir embates públicos caso ela decida se distanciar de alguns temas.

No entanto, o discurso radical do ex-presidente tem preocupado o setor empresarial. Para tentar estancar a queda de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, ele adotou uma postura de “nós contra eles”, o que, segundo um interlocutor seu, deve-se ao fato de que empresários que receberam benefícios do governo passaram para o lado de Aécio Neves.

“Estamos recebendo relatos de que empresários que frequentam o Palácio do Planalto estão cumprimentando o Aécio como ‘meu presidente'”, critica um interlocutor de Lula, reservadamente.

Por tudo isso, ainda é cedo para se descartar uma possível candidatura do ex-presidente. Joyce Pascowitch já deu certeza em uma de suas coluna que ele disputaria a eleição. Ricardo Noblat também já noticiou que, em resposta ao questionamento de um petista amigo, Lula teria respondido que “ainda é cedo” para colocar seu time em campo. Quando deixará de “ser cedo”, só a consciência do ex-torneiro mecânico saberá responder. Mas o TSE definiu que qualquer data após 15 de setembro será tarde demais. No caso, as coligações só poderão substituir seus candidatos até este limite. O coro do “volta, Lula”, portanto, ainda terá quase três meses para se fazer ouvir, seja isso bom ou ruim o petismo.

Notícias Recentes

To Top