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Michel Temer: articulações adiantadas

O vice de Dilma já participa de movimentações estratégicas. Lembrando que, havendo impeachment, é ele quem assume como Presidente da República.

Ontem, foi aceito pelo Presidente da Câmara dos Deputados o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, por óbvio, as atenções se voltam a Michel Temer, o Vice-Presidente da República, pois é ele quem assume a presidência em caso de afastamento da atual titular.

E as notícias dão conta de que Temer tem feito articulações, ou ao menos dela participado, e isso acontece já desde ANTES da abertura do processo. Vejamos.

Em agosto deste ano, num curto espaço de tempo, ele tomou algumas medidas de afastamento do PT que já foram à época consideradas pra lá de simbólicas: deixou à disposição de Fernando Haddad os cargos do partido na Prefeitura de SP, revelou-se arranjo entre PMDB e PSDB em caso de impeachment e, o mais importante, ele deixou oficialmente a articulação política do governo.

Michel Temer

Hoje, jornais incluem mais dois pontos nesse procedimento estratégico.

Antes mesmo do anúncio oficial da aceitação do pedido de impeachment, ele teria recebido senadores da oposição em sua residência para tratar justamente do afastamento de Dilma. Estavam lá José Serra (PSDB/SP), Aloysio Nunes (PSDB/SP), Agripino Maia (DEM/RN), Fernando Bezerra (PSB/PE), Tasso Jereissatti (PSDB/CE), Waldemir Moka (PMDB/MS) e Ricardo Ferraço (PMDB/ES).

Agora, líderes do PMDB (e emissários de Temer) dão intensidade às conversas de bastidores para que o atual vice consiga uma espécie de “coalizão” para assumir a Presidência da República. Um dos alvos principais é Renan Calheiros, hoje ainda aliado do governo.

O momento, portanto, é mais do que crucial. Muitos parlamentares “fiéis” ao governo podem mudar a natureza dessa fidelidade caso haja outro governante. É esse o centro da tática toda.

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