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Ministério da Justiça faz confusão e breca acordo de cooperação com a Suíça na Lava-Jato

31.05.2016 - Presidente interino Michel Temer durante encontro com o Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, e Secretários de Segurança Pública nos Estados. Foto: Beto Barata /PR

Inacreditável.

Após o empenho do procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em obter uma força-tarefa entre a Suíça e o Brasil, em março de 2016, para levantar provas e principalmente quebrar sigilos bancários dos investigados no maior esquema de corrupção da história do país, o nosso Ministério da Justiça consegue bagunçar o acordo e não levar o projeto pra frente.

É isso mesmo.

Segundo emails obtidos pelo Estadão, Janot conseguiu com o procurador-geral suíço, Michael Lauber, um acordo que quebraria uma tradição da Suíça: a flexibilidade do extremo sigilo bancários dos que decidem aplicar seu dinheiro nos bancos daquele país.

Em novembro de 2016, o governo suíço recebe um email com a informação que eles “esperassem porque não havia um consenso interno sobre a operação entre os dois países”. Estupefatos com a capacidade de enrolação do Brasil em um caso tão sério, os suíços procuraram Janot e pediram explicação.

Quando  Janot foi apurar o caso com o ministro da justiça, Alexandre Moraes, este disse que desconhecia o email enviado aos suíços, mas prometeu tentar resolver.

De fato, Moraes “tentou”, enviando aos suíços um email cheio de exigências… Os suíços interpretaram como intromissão aos assuntos do país e não gostaram.

Estão envolvidos nessa negociação: Alexandre Moraes, o presidente Michel Temer e o Ministro José Serra.

E, por enquanto, a cooperação entre os dois países tá nessa: parada.

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