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Ministro do STF defende liberação de maconha e cocaína; mas por que não também as armas?

O argumento lógico usado para defender a liberação das drogas cabe perfeitamente na liberação da posse de armas de fogo.

Luís Roberto Barroso, ministro do STF, defendeu a legalização da maconha e da cocaína. Sim, isso mesmo. Segue trecho do que ele falou, mas voltamos em seguida:

“A primeira etapa, ao meu ver, deve ser a descriminalização da maconha. Mas não é descriminalizar o consumo pessoal, é mais profundo do que isso. A gente deve legalizar a maconha. Produção, distribuição e consumo. Tratar como se trata o cigarro, uma atividade comercial. Ou seja: paga imposto, tem regulação, não pode fazer publicidade, tem contrapropaganda, tem controle. Isso quebra o poder do tráfico. Porque o que dá poder ao tráfico é a ilegalidade. E, se der certo com a maconha, aí eu acho que deve passar para a cocaína e quebrar o tráfico mesmo” (grifamos)

O argumento central, portanto, é acabar com o comércio ilegal. Com isso, ele argumenta, o tráfico iria “quebrar”.

Independentemente do mérito da questão, e cada um que tenha seu lado, há que se considerar o argumento para outros casos. Se a ideia é “quebrar” o traficante de droga, por que também não “quebrar” o de armas? Produção, distribuição, vendas a cidadãos, tudo liberadíssimo. Certamente, seguindo a exata lógica do ministro, quebraríamos o comércio ilegal das armas.

“Ah, mas arma mata” – disse o cara lá do fundo. Sim, mata. Justamente por isso, uma sociedade armada põe medo nos criminosos. Não, não é falácia, é comprovado. Basta ver as estatísticas de crimes violentos onde as armas são permitidas. E o fator final: aqui, são proibidas, e temos 60 mil homicídios por ano.

Por fim, o sujeito sob efeito de alguma droga também mata. Nesse caso, confia-se na sua capacidade de arcar com as próprias responsabilidades – o que também se aplica a quem assume os riscos e responsabilidades de comprar uma arma para a própria defesa.

Mas não adianta esperar muita coerência. A lógica vale para um caso, nunca para o outro.

Fonte: O Globo

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