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Ministro do STF indicado por Dilma manda soltar os presos da Operação Lava Jato

A decisão de Teori Savascki beneficiou o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Também determina que sejam suspentos TODOS os inquéritos e ações penais que correm na justiça paranaense.

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Seguem trechos de reportagem do Estadão:

Ministro do STF manda soltar presos da Operação Lava Jato – Entre os beneficiados com a decisão estão o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira, 19, a decisão de liberar todos os presos da Operação Lava Jato. A soltura foi uma determinação tomada no domingo pelo ministro Teori Zavascki. O ministro também determinou a suspensão de todos os inquéritos e ações penais referentes à operação que correm na Justiça paranaense. Ele decidiu também a remessa imediata dos autos para o Supremo. Mandou ainda que os investigados entreguem em até 24 horas os passaportes, uma medida feita para tentar evitar fugas. Zavascki atendeu a pedido da defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e, além disso, congelou o andamento dos inquéritos e processos que corriam na Justiça Federal do Paraná. Ele ordenou que o caso, por ora, tramite no STF (…) Os advogados do ex-diretor da estatal, que está preso desde o dia 20 de março por suspeita de interferir nas investigações, alegou que o juiz da 13ª Vara Federal do Estado, Sérgio Moro, estava desrespeitando a competência do Supremo, uma vez que havia entre os “alvos” da operação integrantes do Congresso Nacional. O relator pediu informações à Justiça paranaense e constatou que há indícios de envolvimento, pelo menos, do deputado federal André Vargas (sem partido-PR) com os envolvidos na operação. O ministro afirmou, com base em entendimentos anteriores do Supremo, que não cabe ao juiz de primeira instância fazer a avaliação se há indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado e, aí sim, determinar o envio apenas das apurações contra eles para a Corte. Ele observou que o plenário do STF considera “afrontoso” o ato do juiz que desmembra um inquérito mantendo demais investigações com ele. Sérgio Moro é conhecido do Supremo, uma vez que até pouco tempo atrás atuava como juiz auxiliar de processos criminais do gabinete da ministra Rosa Weber, colega de Teori. O juiz é tido como “linha dura” no STF e auxiliou Rosa, por exemplo, no julgamento do processo do mensalão (…) Na prática, a decisão sobre o futuro da operação Lava Jato ficará nas mãos do plenário do Supremo. Não há prazo para a decisão ser tomada pelo colegiado, que vai apreciar o mérito do recurso apresentado pela defesa do ex-diretor da estatal e que atinge todos os demais envolvidos nas apurações.” (grifos nossos)

Trata-se de um escândalo a fazer o Mensalão parecer troco de pinga. Infelizmente, porém, não será mais investigado pelas instâncias que o faziam. A decisão do ministro indicado por Dilma ao STF no fim das contas alivia a barra de alguns petistas “graúdo” enroscados nas denúncias.

Confiram aqui algumas de nossas publicações sobre o tema. A coisa é BEM grave.

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