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Mocinha vs Vilão – a tática furada do governo para tentar fugir do impeachment

A ideia é contrapor Dilma e Cunha, como se fosse um embate entre os dois. Mas não é. Agora, o processo configura um “julgamento” do governo por TODOS os deputados.

Nosso governo é ruim de gestão, mas bom de mídia. A realidade dura, triste e miserável é sempre retratada de maneira cinematograficamente magistral pelos publicitários e marqueteiros. E, até certo ponto, a coisa funcionou.

Até a realidade da crise atropelar todas as lorotas de campanha.

Ocorre que mesmo com um pedido de impeachment já aceito pela presidência da Câmara, o governo ainda insiste numa narrativa furada. A ideia é contrapor Dilma e Cunha, como se fosse um embate entre ambos, mas isso já passou.

Com o pedido aceito, não há mais tal dicotomia. Nem mesmo há um adversário objetivo: cabe ao governo tão-somente defender-se perante todos os deputados.

Dilma Rousseff - Eduardo Cunha

Insistir na estratégia “mocinha vs. vilão” é uma furada a essa altura do campeonato. Primeiro, porque a opinião pública não se deixa levar por essa bobagem; segundo, porque essa mesma opinião pública está agora pressionando o Congresso por meio de manifestações nas ruas e nas redes sociais.

A velha narrativa está ultrapassada e o governo ainda não se deu conta disso.

 

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