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Morrem duas participantes de marcha patrocinada por órgãos do governo

É a “Marcha das Margaridas”, na qual faleceram uma senhora do Piauí e outra do Sergipe. A organização alegou causas naturais.

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Com milhares de participantes e patrocinada por órgãos do governo, tais como BNDES, Caixa e Sesi, a “Marcha das Margaridas” manifestou apoio a Dilma e Lula, garantindo várias reportagens positivas. Pois agora surge a informação de que houve duas mortes, segundo relata a sucursal brasiliense da Folha. Trecho a seguir:

“As mortes tiveram causas naturais, segundo participantes do evento. As vítimas são Maria Pureza, do Sergipe, e Maria Alzemira, do Piauí –organizadores da marcha não souberam informar, até esta tarde, os nomes completos delas. Segundo uma funcionária da Fetag-PI (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí), que não quis se identificar, Maria Alzemira era do município de Monsenhor Gil e passou mal assim que chegou de ônibus a Brasília na manhã de terça (11). Ela chegou a ser internada, mas não resistiu e morreu hoje. Os médicos teriam informado que ela sofreu um AVC.” (grifos nossos)

Algumas indagações são necessárias. Em primeiro lugar, saber se a (muito) longa viagem teve algum tipo de interferência, de modo a precipitar ou facilitar as tragédias. Segundo o jornal O Globo:

“Muitas viajaram mais de dois dias de ônibus para chegar a Brasília, como Márcia da Silva, de 34 anos, que saiu de Petrolina (PE).”

Falamos aqui de duas mortes e não há algo mais sério do que a vida humana. Há que se fazer essa investigação, ora!

E também procurar saber se houve algum tipo de persuasão indireta ou pagamento. A “Marcha das Margaridas” é um evento nacional de trabalhadoras rurais e, por triste coincidência, há precedente pouco louvável quanto à participação de pessoas em atos congêneres.

Além disso, como se já não fossem graves e terríveis tais acontecimentos, vale ressaltar que o evento foi pago por ÓRGÃOS DO GOVERNO, reforçando a importância de que tudo seja muito bem apurado, com laudos médicos de verdade, não apenas o relato de participantes.

O esclarecimento total é o mínimo que se espera.

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