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Nada menos que QUATRO secretários de Fernando Haddad já foram citados na Lava Jato

Dá pra pedir música no Fantástico e ainda sobra pro troco.

O prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, tem a maior rejeição de todos os tempos. Já ultrapassou gênios da gestão pública como Erundina, Kassab e Celso Pitta. Ainda assim, seus “devotos” (são poucos, mas com espaço na mídia) sempre batem na tecla de que ele seria ético (e falam isso mesmo depois da aliança com Maluf para conseguir se eleger…).

Mas o prefeitão seria mesmo um bastião da ética? Então alguém precisa explicar como diabos foram citados na Lava Jato (e por enquanto) nada menos que QUATRO dos secretários que ele nomeou para cuidar da prefeitura. É um número quase tão alto quanto o de ministros de Dilma também mencionados na referida operação.

Acompanhem:

– Carlos Alexandre de Souza Rocha, ex-funcionário do doleiro Alexandre Yousseff, afirmou que o ex-chefe e Alexandre Padilha (Secretário de Saúde da gestão Haddad) eram sócios em laboratório usado para lavagem de dinheiro;

– Ricardo Pessoa, da UTC, disse que José de Filippi Júnior pediu propina para o Caixa 2 de Lula. Filippi foi nomeado por Haddad para a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (saiu ele, entrou o Padilha, é mole?);

– Nestor Cerveró, em sua delação, citou Jilmar Tatto como recebedor de propina. Tatto é Secretário de Transportes de Haddad. Sim, é ele quem coordena a implementação de ciclovias;

– O ex-vereador petista Roberto Romano, que teve prisão decretada pro Sérgio Moro, revelou em depoimento que a “ajuda” dentro do Ministério do Plajenamento foi dada por Valter Correia da Silva, nomeado por Fernando Haddad para a Secretaria de Gestão.

São, até agora, QUATRO secretários citados na Operação Lava Jato. Quais as explicações de Fernando Haddad, o “prefeitão ético”? Pois é, ninguém da imprensa cobrou nada…

Fernando Haddad - Operação Lava Jato

Que ele será tirado da Prefeitura é uma certeza, mas ainda assim não faz sentido o tratamento de reverência com que Haddad é tratado pela mídia em geral. Qualquer um com QUATRO secretários citados na Operação Lava Jato seria tratado (merecidamente) de outra forma.

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