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Não precisava bloquear o WhatsApp: era só usar a cabeça

Como a própria Polícia Federal provou

Ao deter doze potenciais terroristas que planejavam atentados nos Jogos Olímpicos, Alexandre de Moraes se negou a responder uma questão interessante formulada na coletiva: como a Polícia Federal havia conseguido burlar a criptografia do Instagram e do Whatsapp para investigar os suspeitos?

Mas o Ministro da Justiça nem precisava fazer tanto charme. Porque é sabido no meio tecnológico que aplicativos de mensagem instantânea são apenas um dos pontos necessários para a comunicação fluir na web. E que a informação passa por aparelhos telefônicos, roteadores, computadores, empresas telefônicas e, bem, pelos próprios usuários.

O Globo aventa que policiais se infiltraram entre os terroristas para obterem informações privilegiadas. E de fato a “engenharia social” costuma ser a fórmula mais bem sucedida para se atingir grupos tão menores. Mas não pode ser descartada a quebra de senhas para acesso a dados nas nuvens, ou mesmo a apreensão de equipamentos utilizados pelos envolvidos.

Certo, contudo, é que era desnecessário o constrangimento gerado pelo bloqueio dos serviços, como o ocorrido com o Whatsapp dias atrás.

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