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Não só o desemprego aumentou, como cresceu o número de brasileiros que não querem trabalhar

Dados são do próprio IBGE através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013 revelou que o desemprego subiu pela primeira vez desde 2009, passando de 6,1% em 2012 para 6,5% em 2013. A região Sul foi a única onde esse crescimento não ocorreu; nas demais, o Norte apresentou a maior queda na ocupação.

Lá a taxa de desemprego aumentou um ponto percentual, para 7,3%. No país, a ocupação, que teve crescimento modesto de 0,6%, foi insuficiente para absorver a parcela da população que procurava emprego.

O setor industrial, que atravessa uma crise e, consequentemente, uma onda de demissões, fez um corte de 3,5% entre 2012 e 2013, o que representou uma redução na participação da população ocupada em 0,5%.

A taxa de desocupação seria ainda mais alta não fosse a saída de pessoas do mercado de trabalho. A população fora da força de trabalho aumentou 2,9% no ano passado, sobretudo, entre os jovens.

Embora seus números reais sejam maquiados pela metodologia utilizada pelo IBGE – houve confusão após a tentativa de modificá-la –, o descontrole do desemprego é tamanho que o governo já não consegue esconder. Em junho, a criação de vagas formais ficou 57% abaixo de 2013.

O mercado de trabalho brasileiro registrou em junho deste ano a criação de 25.363 postos de trabalho, queda de 56,9% ante o mesmo mês de 2013. É o pior resultado para meses de junho desde 1998, quando foram geradas 18.097 vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

No entanto, o dado mais preocupante diz respeito ao que o IBGE chama de “taxa de atividade”. Ela relaciona as pessoas que possuem interesse em algum serviço com a quantidade de cidadãos que estariam em idade para trabalhar. Em 2013, dos 156,6 milhões de brasileiros nesta condição, apenas 102,5 milhões (65,5%) trabalhavam ou buscavam algum emprego. O problema é que, em 2012, essa relação se fechou em 65,9%. Em 2008, ficou em 68,6%. Ou seja: há proporcionalmente cada vez menos brasileiros interessados em algum trabalho. O Brasil, com seus estimados 201,5 milhões de habitantes, vem sendo mantido com o suor de 95,9 milhões de brasileiros (ou apenas 47,5% da população). Há nada menos do que 54,1 milhões de brasileiros em idade ativa sem ocupação ou qualquer interesse em se ocupar. O que se torna ainda mais absurdo quando se constata que há doze anos o país está sob o comando de um partido que se diz “dos Trabalhadores”.

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