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No aniversário da tragédia na boate Kiss, Pezão libera blocos de fiscalização dos bombeiros

Há 3 anos, o Brasil soube da morte de 242 jovens num incêndio. Hoje, Pezão abriu mão da comprovação de que os blocos de carnaval do Rio de Janeiro terão extintores de incêndio.

Exatamente três anos após a morte de 242 jovens na boate Kiss, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, altera regras para que blocos de carnaval possam sair às ruas sem a devida fiscalização por parte do corpo de bombeiros.

No caso da tragédia gaúcha, dois bombeiros foram indiciados por homicídio doloso graças a uma vistoria ineficiente. No caso carioca, os blocos não precisarão mais comprovar que compraram ou alugaram extintores de incêndio, ou mesmo que possuem plantas assinadas por engenheiros ou arquitetos apontando postos médicos ou saídas de emergência.

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O Brasil tem um histórico de tragédias em festas populares. Em 1984, um ônibus desgovernado matou 19 foliões que brincavam num bloco de rua em Natal. No réveillon de 1988, um acidente com o Bateau Mouche IV matou 55 pessoas na Baía da Guanabara, no mesmo Rio de Janeiro que abre mão de uma fiscalização mais séria.

O Brasil não aprende.

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