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Novo “acordão” teria desistência de Diretas e candidatura, mas sem prisão pós 2ª instância

A análise foi publicada no Antagonista

A tese soa conspiratória, mas faz sentido. Infelizmente. Vejam o que publicou O Angatonista, já voltamos:

“O acerto para garantir a impunidade
A coreografia da impunidade está clara:
— Lula joga a toalha das diretas já e até mesmo da sua candidatura em 2018;
— o STF volta atrás na prisão de condenados em segunda instância, o que salva Lula e também Michel Temer;
— Nelson Jobim, no ministério da Justiça, “dá um jeito” na PF.
O Brasil está condenado a fazer voos de galinha.”

Vamos por partes.

Diretas

É uma tese furada, que jamais prosperará. Porém, pode causar danos na esfera da comunicação, já que é desgastante aos parlamentares ficar o tempo todo negando seguimento de PECs pedindo “Diretas Já”. Ao povo, por óbvio, isso pega mal. A desistência dessa guerra, de certa forma, aliviaria a base governista.

Prisão pós 2ª Instância

O STF decidiu, pelo Pleno, que réus podem ser presos após condenação em 2ª Instância. A maioria dos Ministros continua favorável à tese – mesmo com eventual mudança de Gilmar Mendes. Será que o Supremo reverteria o entendimento em tão pouco tempo? Seria um desgaste e tanto. E é mesmo um engano, como ressalva o Antagonista, supor que isso beneficiaria apenas uma pessoa, já que muitos se encontram em situação similar.

Candidaturas

Não chega a ser uma medida “voluntária”, mas só um aspecto da coisa toda. Isso porque, havendo condenação em 2ª instância, há subsequente inelegibilidade, mesmo sem prisão. Pode ser uma saída “salomônia” do Supremo: mudar o entendimento sobre um dos aspectos, reforçando o outro como “compensação”. Ainda assim, será desgastante.

Jobim no Ministério

Nelson Jobim é próximo de Lula e de FHC e tem sido considerado para a Presidência como um nome de consenso. Não seria difícil, portanto, fazer parte do primeiro escalão. Daí ao “jeito” na PF, vai chão. E, seja por otimismo ou excesso de cautela, preferimos não apostar nisso.

Enfim…

Considerando ser o Brasil, a tese central do novo “acordão” faz sentido, sim. Infelizmente.

Fonte: O Antagonista

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