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O Brasil gastará mais com a manutenção das arenas olímpicas do que com os atletas militares

Além de prejuízo para todo o país, os elefantes brancos desviam recursos que poderiam formar ainda mais atletas.

Até setembro próximo, só a manutenção do velódromo e o centro de tênis olímpico consumirão R$ 5,8 milhões de recursos federais. A Arena do Futuro custará R$ 6,7 milhões até o inverno de 2017. O mais caro, contudo, é o estádio aquático, que exigirá R$ 8,2 milhões até o final deste ano. Total da gastança: R$ 20,7 milhões.

Para se ter uma noção do significado deste número, o Programa Atletas de Alto Rendimento vem investindo R$ 15 milhões anualmente nos salários de 670 atletas que praticam 34 modalidades esportivas. Até o momento da redação deste texto, 11 das 14 medalhas garantidas ao Brasil nasceram do suor de 145 representantes bancados pelas Forças Armadas na Rio 2016 (a delegação brasileira possui 465 membros).

Em outras palavras: o país gastará mais com a manutenção de elefantes brancos levantados para os Jogos Olímpicos do que nos salários de atletas de alto rendimento.

Mas infelizmente o velódromo do Rio de Janeiro não poderá representar o Brasil em 2020, no Japão.

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