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O caos em Natal poderia ser enquadrado como terrorismo, mas Dilma vetou um trecho crucial

A cidade vem sendo aterrorizada por bandidos que exigem que o poder público desative os bloqueadores de celulares recém instalados num presídio da Grande Natal

Desde a última sexta-feira, Natal vem sendo aterrorizada pelo crime organizado. Motivo: o governo instalou bloqueadores de celulares nos presídios do Rio Grande do Norte. Revoltados, os presos autorizaram os comparsas a promoverem todo tipo de caos na capital potiguar. Ônibus estão sendo incendiados, arrastões ocorrem nas principais vias, policiais foram mortos, e todo tipo de ameaça corre os grupos do Whatsapp, com alegados bandidos prometendo explodir carros, atacar escolas particulares e até mesmo demolir a maior ponte sobre o rio Potengi.

A tensão é tanta que Michel Temer autorizou a ida do exército às ruas da cidade.

Tudo isso, claro, soa terrorismo. Mas os bandidos potiguares não devem ser enquadrados pela lei antiterrorista brasileira. Porque ela é fraca, já que limita as razões dos ataques a “xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião“. Mas principalmente porque Dilma Rousseff vetou um trecho crucial, uma vez que pretendia blindar a militância que a defende:

“A presidente vetou enquadrar como terroristas atos de incendiar, depredar e destruir meios de transporte ou bens públicos ou privados, como pontos de ônibus ou agências bancárias.”

Terrorismo não é um objetivo, é um método execrável para se chegar até mesmo a objetivos nobres. Como os fins não devem justificar os meios, nada justifica o terrorismo. A lei brasileira deveria saber disso. Mas foi porcamente aprovada de olho na Olimpíada do rio de Janeiro, e ainda sob influência do petismo na Presidência da República.

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