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O estrago que o governo Dilma vem fazendo na economia

No primeiro semestre de 2014, o governo brasileiro registrou o pior superavit desde o ano 2000.

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No primeiro semestre de 2014, o governo brasileiro registrou o pior superavit desde o ano 2000. As receitas federais tiveram saldo de somente R$ 17,2 bilhões descontadas as despesas com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos, contra R$ 15,4 bilhões de 14 anos atrás.

Em junho, o governo federal teve deficit de R$ 1,9 bilhão, o pior resultado para junho de que se tem registro. O governo federal atribui o fraco resultado à atividade econômica e aos feriados do mês, em função da Copa do Mundo.

“O resultado fiscal foi menos dinâmico. Ele é decorrente de uma receita menos forte, que tem a ver também com atividade econômica do semestre e com a temperatura da economia menor, isso significa menos inflação”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Para piorar, a arrecadação de receitas tem crescido em ritmo lento – 7,2% de janeiro a junho –, enquanto os gastos, em ano eleitoral, aumentaram mais rapidamente – 10,6% no mesmo período.

A administração petista tem afirmado que vai cumprir a meta fiscal do ano. Para tanto, vai lançar mão de expedientes contábeis, como uso de dividendos extraídos das empresas estatais e das receitas do Refis.

Em função desse cenário econômico incerto, o banco Deutsche Bank, a exemplo do que fez o Santanderrecomendou que seus clientes reduzam sua exposição aos títulos da dívida soberana brasileira em razão, entre outras coisas, da possibilidade de reeleição de Dilma Rousseff.

O estrategista para mercados emergentes do Deutsche Bank, Hongtao Jiang, rebaixou o peso dos títulos soberanos do Brasil em dólar de “neutro” para “underweight” (abaixo da média dos títulos que compõem a carteira sugerida para mercados emergentes), o que levaria os investidores a reduzir as suas aplicações nos papéis brasileiros em favor de outros países emergentes.

Apesar de todas as evidências, a presidente insiste em afirmar que a economia é vítima de pessimismo e que o “tarifaço” – aumento dos preços de combustíveis e luz após uma possível reeleição – é somente “a determinação em criar expectativas negativas no momento pré-eleitoral” a fim de assustar a população e as empresas. Mas, muito diferente de pessimismo, trata-se da constatação de que o país precisa urgentemente ajustar as tarifas que o governo insiste em segurar por medo de perder votos nas urnas em outubro. Do contrário, seguirá deteriorando ainda mais a economia e alguns de seus motores, como a Petrobras e a Eletrobras.

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