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O Livro do Amaury

Há alguns anos, Ivo Patarra escreveu uma obra denominada “O Chefe”, que trata do Mensalão e tem como personagem-título o ex-presidente Lula. A grande imprensa ignorou o livro. Nenhum “blogprog” reclamou desse silêncio, muito menos eles próprios trataram da obra.

Recentemente, foi a vez de José Nêumanne Pinto, que escreveu “O Que eu Sei Sobre Lula”, também nada abonador acerca da carreira do ex-presidente. Não houve repercussão na tal grande mídia e, como acontece nesse tipo de livro, nenhum progressista 2.0 mencionou nada.

Censura? Não sei. Antes de tudo, cada um fala do que quer, mas é claro que é estranho quando esses que agora apontam “indignação seletiva” sobre o livro do tal Amaury foram os mesmos que ignoram – e não ficam indignados – quando escrevem contra Lula ou o PT. Eles são os seletivos, seja por convicção ideológica, partidária ou obrigação contratual.

E vale ressaltar, ainda, o óbvio do óbvio: nenhum dos dois que escreveram sobre o PT é réu em ação penal nem respondem a inquérito na Polícia Federal por crimes de quebra de sigilo e atividades afins.

Assim, cá estou, “tucano e reaça”, tendo que falar do “Livro do Amaury”. Não li os livros de Ivo e Nêumanne, mas lerei o do indiciado pela PF. O motivo é ao mesmo tempo engraçado e lamentável: a cobrança é pesada.

SEM MESMO LER OU EFETIVAMENTE CHECAR OS FATOS, teve subjornalista de serviços e pago pelo governo dizendo que é a obra do século ou coisa assim. Vindo de quem é tão afeito aos livros quanto eu à Física Quântica, resta patente a intenção única de atacar inimigo.

Na verdade, praticamente ninguém leu e definitivamente nem uma única pessoa checou a veracidade dos fatos e acusações. Mas aí entra aquilo de “é adversário, tratemos a fofoca como verdade”.

Muito a contragosto, portanto, lerei a “obra”.

E é sempre divertido ver que alguns endossadores de Amaury e (hoje) contrários às privatizações mantém anúncios de empresas como a Vale em seus blogs. Isso diz muito sobre eles e suas circunstâncias.

Ao terminar de ler – e apenas aí, obviamente – terei uma opinião sobre o livro, que farei questão de compartilhar com vocês. Ao mesmo tempo, convido os amigos progressistas a lerem “O Chefe”, de Ivo Patarra – ao menos esse, poxa. Vejam aí a capa (censurado pelo pig! absurdo!):

Voltamos depois, com mais informações sobre o tema etc. e tal. Obrigado.

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