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O mesmo lado que reclamava do “ditabranda” fala que o Brasil vive agora um “golpe brando”

São engraças as voltas que o mundo dá.

A esquerda não tem medo do ridículo e por muito tempo acreditou-se ser esse o segredo do sucesso dela. Agora há dúvidas sobre a eficiência da estratégia. Primeiro o PT se vendeu como vítima de golpe. Após ser emparedado com um festival de links que mostravam o partido pedindo contra todos os adversários o mesmo impeachment que sofria, remodelou o discurso para “golpe sem crime de responsabilidade”. Mas Fernando Haddad, notando que a desculpa não vem colando, preferiu repensar o termo, e falou em “golpe brando” ao cumprir agenda política no Tatuapé.

A escolha não poderia ser mais irônica. Porque o prefeito de São Paulo pertence ao mesmo lado que se indignou quando a Folha de S.Paulo usou o termo “ditabranda” para descrever a ditadura brasileira como um período menos sanguinário do que outros exemplos latinos – o que não passa de verdade.

Sete anos depois, está lá o petismo falando em “golpe brando”. E o mundo dando suas voltas.

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