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O péssimo momento de Lula: ato esvaziado, depoimento terrível, delação de marqueteiros…

A coisa não está muito boa.

Foto: Eraldo Peres / AP

No ano passado, quando de sua nomeação ao ministério de Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula passou por situações complicadas. Foram divulgados áudios desabonadores, sua posse não foi permitida pelo STF e o resto é história. Ainda assim, houve um ato com número razoável de gente (nada avassalador, mas uns tantos mil já seriam o bastante, àquela altura).

Mas dali em diante, a coisa degringolou. Impeachment, indiciamentos, denúncias, delações, tudo chegando ao ápice de seu depoimento a Sergio Moro. A imprensa, de forma equivocada, tratou a ocasião como um embate. Não foi, como não seria: um é juiz e o outro, réu.

De todo modo, poderia ter sido menos terrível para o petista.

Afinal, o momento mais lembrado foi a citação da falecida esposa Marisa Letícia, o que pegou mal, para dizer o mínimo.

Mas o pior foi mesmo o ato esvaziado, com menos de um décimo do número de pessoas que anunciavam. Em boa análise para a Folha de SP, Igor Gielow cravou:

“Se os apoiadores de Lula queriam tornar o 10 de maio de 2017 uma espécie de marco do trajeto de retorno do petista ao Planalto, as reiteradas dúvidas no depoimento e a ausência de um movimento avassalador nas ruas embaçaram a pretensão”

E mais

“Sergio Moro se preparou serenamente, Lula parecia estar preparado a um palanque, onde realmente se sobressai, mas as audiências têm regras próprias, de modo que improvisos tendem mais a prejudicar do que a ajudar o depoente”

Para piorar, surgem as delações dos marqueteiros João Santana e Monica Moura.

Por fim, vale lembrar que o ex-presidente ainda precisará enfrentar algumas outras audiências, pois é réu em cinco processos. Se justo a primeira, mais simbólica, foi assim… O que pensar das demais? Podem virar o jogo, é verdade, mas não será fácil.

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