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O que Dilma fez mal feito, fez menos que o prometido, fez quase nada ou simplesmente não fez

Nada menos que 100% das obras do Minha Casa Minha Vida apresentam falhas; uma em cada quatro obras do PAC 1 segue inacabada; apenas 1% do prometido foi entregue ao plano de modernização da Conab; e nenhuma Unidade de Conservação da Amazônia foi criada.

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Quando de sua eleição, Dilma Rousseff costumava ser chamada da parte dos mais próximos pelo apelido de “Gerentona”. Contudo, a presidente chega ao final do seu mandato frustrando boa parte daqueles que confiaram a ela um voto de fé na sua habilidade para tocar obras de infraestrutura. Abaixo, segue uma lista de projetos os quais sua gestão não foi capaz de apresentar bons resultados.

Fez mal feito

O Programa Minha Casa Minha Vida foi recentemente vistoriado pelo Tribunal de Contas da União, que encontrou falha em 100% das obras. São problemas estruturais que, segundo a avaliação, “dificultam ou mesmo inviabilizam o uso pleno da moradia pelo beneficiário”, colocando em risco a segurança dos moradores.

Em Lajes (RN), vazamentos hidráulicos e ligações clandestinas de energia. Na baiana Irará, buracos nas paredes de sustentação das lajes. Em Jatobá (MA), instalações elétricas em situação precária. O TCU visitou dez municípios nos Estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte. Ao todo, foram inspecionadas 416 casas.

As unidades de pronto atendimento (UPAs 24 horas), programa vinculado ao Ministério da Saúde, também não escaparam da estrutura precária. São trincas nas paredes, infiltrações e até mesmo problemas com a lei.

Os auditores encontraram quatro situações em que as unidades sequer tinham o “habite-se”, documento que autoriza o funcionamento do local. “A ausência de habite-se configura descumprimento à legislação municipal (…) e impossibilita a confirmação se essas unidades foram construídas conforme as exigências técnico-legais necessárias”, informa o relatório do tribunal.

Fez menos que o prometido

Como se não bastasse a precariedade de suas obras, Dilma também mostra-se ineficiente para finalizar os projetos iniciados. A presidente segue lançando PACs mesmo com a existência de diversas pendências nos programas anteriores. Do PAC 1, lançado em 2007 durante a administração de Lula, o governo ainda tenta concluir 1/4 das obras mais relevantes.

Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução do programa, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e 4 foram abandonados. (…) Segundo o documento do governo, todas as obras do PAC 1 consideradas relevantes deveriam estar prontas ou em operação em 2014. Nessa lista, estão grandes projetos, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), todos ainda em andamento.

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Quase não fez

Outro projeto lançado com alarde que praticamente não saiu do lugar foi o plano de modernização e ampliação de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Dos R$ 500 milhões previstos para a contratação de projetos e obras de construção e reforma de 90 armazéns entre 2014 e 2015, o Tesouro Nacional liberou somente R$ 1,5 milhão, ou menos de 1% dos R$ 225 milhões previstos para este ano, conforme dados do Orçamento federal.

Simplesmente não fez

O meio ambiente também tem sofrido na gestão de Dilma. Além de não ter criado novas unidades de Conservação na Amazônia, algo que não acontece desde a ditadura militar, o governo ainda diminuiu o território delas.

O governo de Dilma Rousseff reduziu o território de unidades existentes para acomodar projetos de hidrelétricas, deixando cinco delas, na região do Rio Tapajós (PA), com menos áreas do que tinham antes. Para piorar, a petista tem baixo desempenho na consolidação das UCs já criadas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o que mais criou UCs desde o regime militar. No primeiro mandato, ele fez 21 novas UCs, e no segundo criou outras 60, somando 81 novas áreas protegidas.

De “Gerentona” a “pibinho”

Cada dia mais Dilma se resume a apenas uma peça de marketing bem planejado pelo PT na campanha de 2010. Encaminhada à Casa Civil após se tornar uma rara representante do partido sem escândalos no currículo, foi vendida ao eleitor como uma suposta vitória da luta feminina por mais espaço na política, mesmo aquele pleito tendo uma candidata de currículo bem mais relevante. Uma vez no comando do país, as máscara começou a cair. De cara, precisou demitir uma dezena dos ministros por ela escolhidos, todos envolvidos em negócios mal explicados. Logo cedo, precisou a responder pelo que ficou conhecido por “pibinho” e nunca virou “pibão”.

Assim como mentira, peças de marketing também têm pernas curtas. Costumam encantar até o momento em que o comprador abre a embalagem e tenta usar o produto. Quatro anos vem se mostrando suficiente para o brasileiro experimentar o governo Dilma e reprová-lo cada vez mais. Desde que implanta, a reeleição de um presidente no Brasil nunca se mostrou tão difícil. A presidente ainda lidera as pesquisas de votos, mas sempre em tendência de queda e enfrentando um grande número de indecisos. Nas próximas semanas começará o horário eleitoral nas redes de TV e rádio. É quando estes indecisos finalmente conhecerão as opções que a oposições fornece. E aí poderão se decidir pela mudança ou não. Mas não será estranho se a tendência de mudança se acentuar ainda mais.

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