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O risco de reeleição de Dilma se mostra uma péssima alternativa para a economia

A Petrobras encara queda recorde, o investidor foge e o dólar atinge seu maio valor dos últimos tempos.

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A economia segue dando sinais de que a reeleição de Dilma Rousseff não seria um bom negócio. Após novas pesquisas, que mostraram o avanço da presidente na disputa, a Ibovespa abriu a segunda-feira com recuo de 5,37%.

Se Dilma for reeleita, analistas e profissionais do mercado financeiro veem com ceticismo a possibilidade de mudanças na política econômica. A possibilidade maior que pesquisas eleitorais de agosto trouxeram de mudança no comando do Palácio do Planalto motivou forte alta da Bovespa naquele mês.

Pelo mesmo motivo, as ações da Petrobras também desabaram, o que ajudou a Bolsa a apresentar sua maior queda em três anos.

A ação preferencial da Petrobras (PETR4), que dá prioridade na distribuição de dividendos, despencou 11,17%, e foi responsável, sozinha, por 20% dos negócios da Bolsa. A estatal é uma das empresas mais afetadas pelas expectativas em relação às eleições do domingo.

As investigações em torno da estatal, a propósito, continuam revelando desvios milionários. O último caso a vir à tona foi o de Geovane de Morais. O gerente de comunicação da empresa, que podia autorizar pagamentos de até R$ 32 mil, desviou pelo menos R$ 57,4 milhões em 2008. Após afastar-se, retornar ao cargo e ser demitido, entrou com uma ação judicial pedindo a anulação da demissão, afirmando, entre outras coisas, que cumpria ordens “de escalões superiores”.

Geovane dispunha de um orçamento de até R$ 30 milhões em 2008. Gastou R$ 150 milhões. A gerência de Comunicação de Abastecimento custeava eventos esportivos, festas, shows e até bailes de carnaval para divulgar a marca Petrobras. O então gerente realizou impressionantes 3.487 contratações, média de quase dez por dia, incluindo-se finais de semana e feriados. (…) Segundo o relatório, pelo menos R$ 57,4 milhões foram gastos por Geovane sem nenhuma evidência de que os serviços tenham, de fato, sido prestados pelas empresas contratadas.

Enquanto a Petrobras afunda em escândalos, os números seguem comprovando o fracasso da gestão de Dilma também em outros setores. De acordo com levantamento da Folha, que criou um método para calcular o desempenho da presidente, ela deixou de cumprir 43% das promessas feitas em 2010.

Dilma fez mais da metade do prometido em 17 compromissos assumidos, resultados que também podem ser considerados positivos. Mas a mesma “aluna” teve desempenho insatisfatório em 16 promessas. E, pior ainda, abandonou 14 juramentos. As “notas mais baixas” foram em meio ambiente e segurança.

Investir, numa linguagem mais simples, equivale a emprestar dinheiro na esperança de recebê-lo de volta tempos depois com juros e correção monetária. Da mesma forma que não se empresta dinheiro a quem tem fama de mau pagador, não se investe num país com uma administração tão falha. As chances de aquele dinheiro render fazendo valer o esforço se tornam cada vez mais escassas. Com isso, entra menos dólar no país e a baixa oferta da moeda faz o câmbio subir. Apesar de o discurso governista repetir que apenas se reprisa o clima de medo da campanha de 2002, a diferença é que agora não se trata de uma incerteza sobre como o próximo governo deve agir, mas da certeza de que o país continuará nas mãos de quem já não sabe como desatar os nós econômicos que se acumulam por cá. Que o eleitor se toque disso em no máximo uma semana, ou todos esses números podem ser apenas o começo de um período bastante obscuro da história do Brasil.

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