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O último ato de Dilma foi também uma patetice: “entrevista coletiva” sem entrevista

Provavelmente com medo das perguntas, ela preferiu apenas apresentar uma carta, tornando até mesmo ridícula a presença dos jornalistas convocados.

Dilma Rousseff está de saída. Na prática, não exerce o poder há tempos, mas ainda detém oficialmente o título. Agora, perderá até mesmo isso e, de quebra, também os direitos políticos. Acontece, não é mesmo?

Mas ela não aceitou apenas ir embora. Que nada! Não seria algo à altura de quem já nos brindou com tantos momentos inesquecíveis como o “cachorro atrás”, a “saudação da mandioca”, o sempre instigante “vento estocado” e tantas outras pérolas que já fazem parte de nosso mais esdrúxulo folclore.

Pois bem: foi marcada uma “coletiva” para esta tarde. A imprensa, desde cedo, já se acotovelava no Palácio do Alvorada. A coisa foi adiada, deixaram acabar o jogo, e então… Enfim, então NÃO HOUVE entrevista alguma.

Simplesmente, foi lida uma carta (patética, aliás) a ser apresentada ao Senado. E os jornalistas, que lá estavam plantados havia horas, devem ter achado uma lindeza esse “último ato”.

Alguns veículos ainda chamam o episódio de “coletiva” (é compreensível, pois foram convocados a uma e já deixaram, como é praxe, os textos semi-prontos). Mas convém corrigir. Foi uma APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO, algo que poderia ser resolvido por email.

Mas por que não realizou a entrevista? Por óbvio, ficou com receio de receber perguntas indesejadas e, assim, o circo todo ruir de uma vez. Político brasileiro morre de medo de receber pergunta inesperada, já que neste país o que prevalece é o jogo de cartas marcadíssimas. Não seria agora que ela mudaria as coisas.

Enfim, de certa forma, vendo pelo lado tragicômico, ela deixará saudade. Ou não. É… Certamente, não!

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