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O velho “truque do especialista”, clássico na imprensa, vem falhando miseravelmente

Basicamente, as pessoas aprenderam a ir atrás das “obras” e é aí que tudo complica.

Esse expediente é mesmo pra lá de clássico. Trata-se daquele negócio de um programa ou veículo de comunicação chamar algum “especialista” para dar sua opinião “técnica” sobre determinado assunto e, em vez disso, ele basicamente traz a tese de alguma ideologia, corrente, partido etc.

Por que fazem isso? Porque, a rigor, os veículos e programas são (ou deveriam ser) imparciais nesse tipo de coisa. Mas claro que nada funciona assim, então há casos em que chamam alguém para dizer aquilo que não pode ser dito por quem está à frente dessas atrações ou afins.

O problema é que já não vem dando muito certo. Na verdade, vem dando efeito contrário.

Isso porque, com o alcance cada vez maior das redes e o estágio atualmente desenvolvido da organização dos grupos de interesse (seja de que lado for), a coisa não dura mais do que alguns minutos. Rapidamente, tão logo anunciam um “especialista”, a rapaziada corre buscar as obras do dito cujo. E muitas vezes encontra pura militância ideológica, política ou até partidária – não raro, sobre tema que se insere naquilo a que foi falar como um “técnico”.

Esse tipo de caso, aliás, nem tem como ser enquadrado como “perseguição”. Se um grande veículo nomeia alguém como especialista, é NATURAL que se procure seu trabalho para um estudo aprofundado ou algo do tipo. E também é natural que a reação seja negativa quando, em vez de vasta obra endossada pelos estudiosos da área, encontram posts em favor (ou contra) os lados abordados na análise.

Sinal dos tempos. Condene-se ou não a prática, parece que veio mesmo para ficar e será cada vez mais comum (e forte) a reação. Eis aí mais um ponto a que a grande imprensa precisa atentar, sob pena de acabar perdendo ainda mais sua influência.

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