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Operação da PF pegou o apadrinhado de Dilma Rousseff no Eletrolão

Será que, a exemplo de outros delatores, este entregará os podres da madrinha?

Quando o nome da operação é um tanto rebuscado, pode ter certeza, não partiu de Sérgio Moro. Mas a Pripyat nasceu de um esquema primeiro revelado pela Lava Jato. Por envolver a Eletrobrás, e não a Petrobras, o STF achou por bem entregar o caso à Justiça do Rio de Janeiro. Agora, o Eletrolão não só será explicado, como já prendeu preventivamente seis funcionários da estatal. Mas o que mais interessa é a condução coercitiva de Valter Cardeal.

Valter quem?!

Cardeal trabalha no setor elétrico desde 1971. Começou na Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul. Lá, conheceria a pessoa que o indicaria à Eletrobrás: ninguém menos do que Dilma Rousseff. E chegaria a ser presidente interino da estatal de 2007 a 2008.

Segundo Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, havia um esquema de corrupção no setor envolvendo superfaturamento em contratos de Belo Monte e Angra 3. Foi Azevedo quem citou em delação premiada Valter Cardeal, diretor de Geração da Eletrobrás indicado por Dilma.

Se seguir o mesmo rumo de outros indicados atingidos em outras operações, não tardará o dia em que Cardeal confessará os motivos pelos quais foi apadrinhado pela ministra de Lula que se tornaria presidente da República.

O povo precisa saber.

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