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Os gays que apoiam Bolsonaro e são contra Jean Wyllys

Os “formadores de opinião” ainda parecem perdidos com o que consideram um fenômeno, mas é algo perfeitamente normal – e já corriqueiro há tempos no país.

Jair Bolsonaro - Amin Khader

A duras penas, a esquerda percebe seu erro crasso em duas premissas até então consideradas inequívocas: grupos de minorias não são homogêneos e nem são necessariamente atrelados ao esquerdismo. Ainda ontem, entrevistamos a Camilla Pacheco, co-criadora da página Margaretes, que defende a luta pela igualdade de gêneros e repudia as ideias socialistas.

Hoje, a BBC (repercutida pela Folha) traz reportagem retratando os gays que não apoiam Jean Wyllys (PSOL/RJ), único homossexual assumido do Congresso, e simpatizam com Jair Bolsonaro.

Claro que alguém de esquerda achará isso estranho. A principal razão disso é a bolha em que vivem, restrita aos que pensam da mesma forma, e isso faz com que estranhem o que foge ao ideário, tratando até mesmo como loucura. A exemplo do que acontece com loucos, idiotas e pessoas com bafo, um radical também muito raramente percebe o próprio problema.

Mas o mundo é assim: gays não são necessariamente de esquerda. Nem mulheres, nem negros, nem pobres. O esquerdismo usa essas pautas, vendendo-se como legítimo representante dos anseios dos oprimidos, mas não é todo mundo que cai nessa conversa.

Aos poucos, eles vão descobrindo isso.

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