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Para advogado de Eike Batista, “não há possibilidade” de uma delação premiada

Ao menos por enquanto.

Há cinco dias, quando Eike Batista surgiu no noticiário sob a condição de investigado e contra quem foi expedida uma ordem de prisão, o Implicante destacou a probabilidade maior de que se entregasse, ao contrário da hipótese de fuga à Alemanha. O raciocínio era simples: ele precisa negociar uma delação, pois cedo ou tarde será pego, esteja onde estiver.

Pois seguimos mantendo essa tese, mesmo com a recente negativa de seu advogado. Ele coloca um “a princípio” na declaração, o que não elimina tal possibilidade daqui a alguns dias.

Há aí dois aspectos importantes, ambos óbvios. O primeiro é o fato de que as delações PRECISAM SEMPRE SER SECRETAS, sob pena de não serem homologadas. É aquele famoso momento em que pululam os “nada a declarar” ou “não haverá delação”. A lista dos que negaram e depois apareceram com depoimentos é um tanto grande e, nesta altura das coisas, declarar esse tipo de coisa não sensibiliza muita gente.

Mas, sim, pode ser de fato algo verdadeiro. Eike Batista, por ora, não estaria pensando em delatar. Mas, convenhamos, é pouco factível. Ele é um ex-bilionário (ainda milionário, lembremos), atualmente numa cela minúscula, com banho gelado e um vaso sanitário que consiste num buraco – e não se trata de algo para FORÇAR uma delação, bem ao contrário… ele foi para uma cela “menos pior” do que aquela originalmente destinada para sua prisão.

Acreditamos, portanto, que ele fará a delação. Aguardemos.

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